19 de dezembro de 2012

Férias

Recesso chegando e eu to muito animada!!! Fazia tempo que não me sentia assim tão frenética ;) 2012 foi um ano dificil (ao passo que 2011 foi um ano bem feliz :). Acho que é cíclico e 2013 será um ano bem bem beeeeeeeeeeem feliz e cheio de coisas novas e boas. 

Mas hj é dia de acordar em Brasília e dormir em Maceió-ó-ó! Delícia!


18 de dezembro de 2012

Terça

Mais um dia traquilo. A cada dia que passa vou me acalmando mais. Aceitando mais a realidade a mim imposta. Agora que tomei a decisão de não pensar mais nisso, de não ficar tentando mais, estou me sentindo mais tranquila. As vezes a gente precisa aceitar o que não está sob nosso alcance... E viver. 

Fui ao shopping ontem e nada melhor do que fazer compras. Tava me sentindo bonita ontem. Comprei uma roupinha linda pra usar no reveillon, n custa nada ser um pouco supersticiosa neste momento: roupa nova para entrar o ano novo com tudo novo, tá a calcinha vai ser velha msm, mas ta valendo.

E depois ainda fui pra academia, malhei legal até, e conheci alguns vizinhos meus. Tinha um casal lá e mais dois meninos. E eles riram da minha cara qd a esteira parou do nada e eu tava distraída correndo e soltei um gritinho "eita porra" super delicada... quase que eu caí.

Depois, fiquei vendo um pouco de tv, curtindo :) Agora to cansada pq eu dormi tarde demais e acordei mto cedo. Fui no shopping dnovo com meu pai e dpois fui fazer as unhas, to linnnnda pro natal! 

2013, vem em mim q eu to pronta pra te usar!


17 de dezembro de 2012

Segunda

Já to no clima do recesso! O Fds foi animado, gostei bastante! Na verdade eu não fiz muitas coisas, mas fiz coisas essenciais pra mim, e isso é tudo baby.

Acho que estou recuperando a minha sanidade :)

E to com uma vontade de comer um churrasquinho assim: 


13 de dezembro de 2012

pra mim chega.

Eu preciso botar um ponto final nisso. Pq eu fico falando falando falando e não vejo nada acontecendo e ainda sou obrigada a ouvir peripécias do tipo "a gente terminou por que o namoro tava ruim". Ah tem dó. Ele surtou comigo quando eu achava que tava tudo bem. Se não tava tudo bem pra ele pq ele nunca falou? Ele disse que ele tava em crise, que ele não tava bem com ele mesmo. E agora vem falar que o namoro não tava bom? Ah nem. 

E fica dizendo que me ama, que vai me amar pra sempre. Mas ae tá bom e ai? Vai fazer o que? Nada né? Só falar e ficar sendo fofo comigo por mensagem, mas na hora que me ve sofrendo fica todo sequinho. Parabéns pela GRANDE demonstração de amor. 

E ai diz que não sabe o que está acontecendo. Mas que quando souber vai me avisar. Ok e vc quer o que de mim? Que eu fique vendo vc me tratar fofo uma hora rude outra hora e alimentar uma esperança que francamente... Não sei mais. É tudo muito enlouquecedor isso. É desumano. 

Eu me pergunto, isso é amor? Você ver a pessoa que vc diz amar sofrendo e vc ter estômago pra dizer "perae, q eu vou pensar aqui... e um dia eu falo com vc, tá bom? Mas ó, eu vou te amar pra sempre tá?". Sério olha bem pra minha cara! Você dizer que vai amá-la pra sempre mas não se move pra tentar melhorar nem um pouco a situação. A unica coisa que acontece é pensar.

Eu to cansada de ter surtos por conta dessa instabilidade dele. Eu não sou assim. E eu não consigo ser mal tratada por uma pessoa que tem a frieza de mudar de 8 pra 80 em dois segundos. De mandar uma mensagem fofa e ser todo "ai eu to de saco cheio de vc me enchendo o saco" no telefone. De ver a pessoa olhar pra vc e te tratar como lixo descartável. Tipo "ah vc ta sofrendo por mim, que legal. Então.. o Jogo do São Paulo..."

Cansei. Cansei de ser fofa, cansei de chorar, cansei de ficar rastejando por alguém que não me dá o valor que eu mereço.

Eu me dediquei muito por esse relacionamento pra ficar ouvindo um "eu não sei o que eu quero com vc". Eu sei que tenho meus defeitos, que não são poucos. Mas sei que ISSO não é culpa minha. Isso não foi causado por mim. Pode ser que agora eu não esteja de fato ajudando muito. Estou ansiosa e sofrendo. Mas quem não fica, com uma corda bamba dessa? Com esse io-iô vai-não-vai? É, admito que eu sou burra, uma vez que eu terminei deveria simplesmente ter cagado pra cara dele e ter ido viver minha vida. Mas se coração fosse esperto, todo mundo tinha um né? Inclusive ele. 

Ontem foi a ultima vez que eu me mexi pra algo. Minha auto estima agradece. Se ele se preocupasse de verdade comigo, me vendo naquele estado ele teria ido lá em casa para tentar me acalmar. 

Mas não.

E eu sempre deixo ele nessa porra dessa situação cômoda. Ele faz tudo o que ele quer. Sempre foi assim né? Mas pra mim chega. Quer ir pra São Paulo? Vai. Quer beijar outras? Beija. Só não me faz de idiota. Não diga que me ama, se não vai lutar pelo meu amor. 

E sabe eu espero de verdade que ele entenda a insígna: a gente só dá valor, quando perde. E quando perde pode ser tarde demais. Um dia eu espero que ele possa ver e enxergar tudo que tentei fazer por ele e por nós dois. 

Quero ver o que ele vem tentanto fazer por nós? OU até mesmo por ele mesmo!

Um dia desses eu vi ele mesmo se esquivar de tentar se tratar. Alguém dizer que ta esperando melhorar pra ir na psicóloga só pode estar tentando se esquivar. A psicóloga a gente vai quando tá morrendo, sofrendo. Não quando estamos só sorrisos. Quando estamos mais frágeis é que fica mais fácil de visualizar o problema. 

Mas sério cansei de tentar ajudar. Pq parece q eu só dou murro em ponta de faca. Nada acontece... Pelomenos eu não consigo ver nada melhor acontecendo, pq ele não fala né? Igual ele dizer que fala de mim todo dia la na casa dele.. Uai gente eu n to lá pra ver ou pra saber. Pra mim ele simplesmente não está se importando, e o comportamento dele está sendo individualista.

Pros amigos dele ele fala que tá preocupado comigo, de me dar uma estrutura de vida e etc. Pra mim eu nunca vi ele ter essa preocupação. Só vi se preocupar com o cinema. Não vi nem tentar ficar junto de verdade. 

Tudo isso começou quando eu pedi um pouco mais de responsabilidade com ele mesmo. Sabe, quando vc vê uma pessoa se afundando vc deixa ela se afundar, ou vc avisa? Eu aviso, mesmo que 99% das vezes eu tome no cu gostchoso, pq é muito mais facil falar q eu to sendo chata, do que realmente perceber e reconhecer tudo o que eu to dizendo.

Sei que ele se esforçou muito pra ficar comigo. Vi pessoas dizendo que não conheciam esse lado dele. Talvez seja esse o problema. Ele se transformou numa pessoa que não é ele pra tentar ficar comigo e não aguentou usar essa máscara tanto tempo. Não digo que foi em vão, ele conseguiu me fazer apaixonar por ele. Mas ele se cansou tb. E sei la, talvez pra ele não valha a pena o sacrifício.

E eu cansei de ficar tentando sozinha.
 


12 de dezembro de 2012

Vazio

Hoje eu acordei melhor de saúde. Mas preciso melhorar meu estado de espírito. Ando sentindo um vazio. E sei la, as vezes eu acho que meu jeito expansivo afasta as pessoas. Tirando o Felipe, eu sinto que tenho amigos, mas não tenho uma amiga pau pra toda obra. Não que eu precisasse de fato ter uma... Mas sei la, coisas da minha cabeça. A vida adulta eu acho q naturalmente afasta as pessoas com a rotina que temos. Por isso é tão bom vc namorar e se relacionar a dois. Pq vc sabe que aquela pessoa ali será o seu pau pra toda obra, e vc será dela. 

É isso que me mantém viva. O compromisso que uma pessoa tem com a outra. Não é tão dificil assim, e não é uma exigência. É algo que acontece naturalmente. Um dia eu ainda vou encontrar o meu compromisso. Talvez ja tenha encontrado mas em tempos errados, talvez não. Tudo sempre depende do querer.

Eu agora preciso aprender a lidar com isso, e a reaprender a viver sozinha. Afinal se vc for contabilizar, foram seis anos tendo pessoas ao meu lado. Eu me acostumei com sempre ter alguém ali me fazendo companhia, mesmo com todos os problemas. Engraçado que de um relacionamento pro outro eu não tive muito tempo, e me envolvi e me entreguei na maior velocidade. Por que eu sou intensa. Muito intensa. 

Sei que apesar de todos esses problemas e dessa fase dificil, eu estou me conhecendo melhor. Estou em busca de criar um novo eu, tipo pri versão 2.7, não garanto que eu vá conseguir mudar ou melhorar tudo, mas com certeza estarei me esforçando para ser uma pessoa mais atenta aos meus defeitos.

E é isso... Uma ótima tarde.

11 de dezembro de 2012

procurando boas vibes

É, eu to doente. A cerejinha que faltava no bolo dos meus problemas. Aiaiai to com a semana LOTADA de coisas pra fazer e ai venho e fico doente.. óh céus.

Mas tudo bem pelomenos eu continuo fazendo as coisas, e apesar de não ter conseguido ir malhar hoje de manhã, agora a internet la de casa está arrumada, e a tv a cabo tb. Merece comemorações!!! Recebi uma encomenda hoje, fiquei super feliz, e mesmo estando doente ja comecei os preparativos. Tomara que eu encontre as caixinhas ideais para faze-las. É uma leva bem grandinha e eu fiz por um preço camarada pra pessoa, por que é a primeira encomenda grande e é uma forma de divulgação. Além de ser muito meu amigo. Tomara que eu encontre a bandejinha! Vou no rei das embalagens amanhã pra olhar o que temos!

Ah e hoje eu to bem positiva, tenho de andar com pessoas positivas, que me coloquem pra cima.

Ah e eu esqueci meu livro pra estudar hoje. Tô penando com os processos aqui aiaiai.

Vou postar uma imagem que diz tudo por hoje.... Cair faz parte, mas levantar de volta é viver!



9 de dezembro de 2012

hoje eu acordei...

Desesperada. Do mesmo jeito que eu venho tendo pesadelos, tive mais um hoje, esse foi avassalador. Eu sonhei que descobria que ele já estava namorando outra. Assim, sem mais nem menos, sem cerimônia. Aquele que mesmo depois que terminamos disse que pra sempre iria me amar. Foi tão desesperador. Acordei chorando e é horrivel. É horrível lidar com tudo isso. Acho que tô assim pq conversei com ele ontem, e senti a frieza dele. Me tratou com tanta distância, ok não precisava me chamar de amor - pq eu pedi para parar de me chamar de amor. Mas não precisava parar de demonstrar que se importa. Fiquei impressionada como semana passada ele mandava mensagem e parecia se importar e como nessa semana ele simplesmente parou. Parece que não quer saber como eu estou. Quando vejo ele assim eu penso que realmente não iremos voltar, pois ele não quer...ele não tenta. Sei lá. 

Eu penso que me iludi esse tempo todo. Desde o dia em que começamos a namorar... Por que não foi algo que partiu dele. Não foi ele que virou e falou "vamos namorar?". Eu lembro do que ele disse no dia: "ah pra mim tá bom do jeito que tá, mas se pra vc é importante dar nome, tudo bem". "Pode botar no facebook". Eu fiquei tão cega e feliz que nem me importei com isso, só com o resultado: agora estamos namorando! Eeeee!

Depois veio a nossa primeira briga, onde ele disse que o amor que ele sentia por mim era de menino, e que ele não pensava em planos. E mesmo assim eu continuei ali. Algo me mantinha ali. Eu amava o jeito que ele me tratava, o carinho que ele me dava. E achava que eu ia conquistá-lo, faze-lo me amar tão intensamente a ponto de querer ficar comigo, sonhar comigo e viver comigo. Eu realmente acreditava na gente, mesmo com todas as diferenças. 

Quando vi esse post dele, eu me apaixonei mais ainda, achava que ele estava amadurecendo e que iriamos ficar juntos pra sempre:

"Meu amor: eu estou sem palavras, eu fico lisonjeado com tantos elogios que vc me faz. Saiba que eu batalho e tento superar as minhas limitações (que são enormes) para que a gente tenha um namoro feliz igual o que a gente tá tendo. Tento dar o meu melhor, e às vezes consigo até superar o que eu achava que era o meu melhor. Obrigado! Obrigado também por todos os presentes, às vezes você acha que é uma coisinha boba, mas pra mim tem um significado enorme, eu adorei todos os presentes até hoje!

Só posso te dizer que a nossa história já é linda, e com a gente as coisas acontecem de forma natural, e isso é genial! E sabe porque? Porque nós temos uma cabeça boa, a gente vê com cuidado e respeito cada situação que nos envolve, a gente sabe dos nossos próprios defeitos e respeita os defeitos do outro, porém somos otimistas e valorizamos as qualidades, que, no seu caso, são imensas!!! E, acima disso tudo, o nosso amor é puro!! Com vc ao meu lado, priscila, eu não tenho dúvidas em dizer: o amor existe.

amo muito você
fernando"

Foi a declaração de amor mais linda que ja recebi na vida. Pena que ela não pe total verídica... As coisas não eram naturais se ele tinha que fazer um esforço sobrehumano para superar as limitações dele. E se a gente tivesse cabeça boa assim e nos respeitássemos de verdade, não teria terminado como aconteceu na primeira vez, de simplesmente parar e deixar a gente doido. 

Acho que ele já não me queria mais mesmo, só não tinha coragem de dizer. E eu tenho de me acostumar a ideia de que ele não virá atrás. Que ele não irá me procurar pra saber como estou. Bem tem dias q eu fico bem, tem dias q eu fico mal. Aos poucos vou tentando tocar a vida pra frente. Eu tenho a terrivel mania de deixa-lo com a sensação de segurança, de q eu vou estar sempre ali esperando. Mas não. Isso são momentos de desespero, de crise, de inconformação com a frieza como as coisas acontecem. Hoje fez uma semana q eu falei pra ele parar de me chamar de amor. E que eu disse que não iria ficar correndo atrás dele, que quando ele quisesse ou soubesse o que quer, pra ele vir atras de mim. E em uma semana, ele sequer mandou uma mensagem querendo saber como eu estou. 

Ploft a verdade vem como um tapa na cara, que só eu não queria ver. Como alguém que me diz que me ama, e que vai me amar pra sempre como ele disse na segunda feira, simplemsente me trata com tanta frieza e não me procura?  Eu preciso aprender a lidar com essa ausência. Eu preciso aprender a me acostumar com a idéia de que ele não vai tentar. 

Por que ele pode até ter vindo a me amar, ou gostar de mim, mas não com a  mesma intensidade. Não com a mesma vontade. Pra ele qualquer coisa tava bom... E tanto faz eu fazer parte da vida dele ou não...

Essa sensação de ser descartada como lixo é que me mata. Tipo "ah vc ta me enchendo o saco, quero mais não. Tchau." Eu sei que eu mereço mais do que isso. Só não sei pq eu fico do jeito que eu fico, sabendo que eu mereço mais. 

Estou com vontade de ligar pra ele. Mas não vou fazê-lo. Já mandei uma msg... vamos ver se eu consigo me manter quieta. 

Eu me sinto tão burra sabe. Pq olhando num geral do nosso relacionamento, teve coisas muito fofas e boas, o show do red hot, a cirurgia q ele cuidou de mim, a orquidea, o buque de rosas, os presentes, o pingo, os toads, a almofada para dormir. Os momentos de carinho, os beijos no mercado. Tudo parecia muito verdadeiro, e de repente, até foi. Mas algo se perdeu no caminho, quando comecei a cobrar dele uma responsabilidade maior com ele mesmo. Será que ele me culpa pela tristeza dele? Eu só estava tentando fazer o bem pra ele. Eu só queria faze-lo feliz. Mas nada tava bom... ele começou a ser hostil comigo. Quando ele terminou comigo rapidamente ele parou de falar comigo. Eu surtei com isso. Ligava toda hora, chorava, perguntava por que.. o que foi que eu fiz... Ai ele veio aqui umas tres vezes querendo voltar. Mas ele queria voltar e continuar vivendo do jeito que tava... mesmo depois de ter sido chamado em um concurso pra ter um emprego bacana e ficar perto de mim. Ele veio. E ao mesmo tempo que dizia q eu era a coisa mais importante pra ele aqui, mas as atitudes dele no dia a dia dele era meio que "tanto faz..." ele não queria sair, não queria fazer coisas diferentes... tudo tava ruim... isso contaminou nosso namoro....

Ai ele decidiu ir embora pra São Paulo viver o sonho dele. Ok, eu acho super bacana, apoiadíssimo, desde que ele leve o emprego junto. E ai eu pergunto da gente... e a hora q ele deveria dizer poxa amor, vamos ver como faremos direitinho, quero que vc vá comigo, a gente aluga um apê legal e tal... Sabe, ter a iniciativa. 

Percebo que no nosso namoro ele nunca teve a iniciativa.  Nem mesmo para decidir as coisas dele. O que é melhor pra ele. Quando ele decidiu vir pra cá, ele falou todas as opções e possibilidades que eu ja havia dado a ele antes, como se fossem ideias novas dele. Parece que meio que pra ele, ouvir o conselho de alguém pode ser valioso, mas que pra ele só vale o que ele acha. 

Ah e mentira, ele teve iniciativa sim, mas quando estavamos lá no mundo dele, em São Paulo. Depois que veio pra cá ele nao demonstrou interesse em conhecer um mundo novo, o meu mundo. Ele não quis interagir e amenizar a dor dele. O que mais me entristeceu foi isso, ele veio e não quis ingressar no meu mundo, não saia espontaneamente. A gente só saia pra jantar quando eu chamava. Ai a gente termina e ele começa a ter a iniciativa de sair, mesmo que pouco. Com os amigos dele ele vai pro barzinho (ele pode até dizer que nao foi tão divertido assim, mas foi.) ele vê gente estranha e tudo mais. Comigo ele não queria, só queria ficar em casa. Com os amigos ele fez o esforço de tentar sair, comigo não. E isso que me entristece, me sinto desvalorizada. O comportamento dele tem me desvalorizado. E contradiz com os "eu amo você pequena". 

O certo não seria ele mostrar que faria qualquer coisa pra me fazer feliz também? E mostrar q eu sou importante pra ele? 

As vezes eu penso em jogar tudo pro alto e tocar a vida. E as vezes eu fico tentando entender o por que disso tudo. Por que chegou nesse ponto? Por que eu deixei ser assim? 

Eu sei que eu tenho uma necessidade muito grande de ajudar ele, que não quero ver ele se afundar. Mas ficar tentando ajudar quem não quer ajuda é desgastante. Pelomenos ele tem um emprego agora... foi a unica coisa q eu consegui fazer por ele também.

É lamentável ver que ele está perdendo alguém que realmente se importa com ele, pq nem ele mesmo se importa com ele mesmo. 

Uma coisa eu sei, nisso tudo, uma coisa eu tenho certeza: eu te amei até o ultimo segundo. Mas uma hora a gente percebe que precisa se amar mais. É DESTRUTIVO viver num relacionamento assim. Está me doendo muito, mas eu preciso acreditar que realmente foi a melhor decisão. Pq eu iria viver sempre frustrada, por amar alguém que não me tem como prioridade na vida dele, e que não luta para ficar comigo.  Que fala pros outros verem como eu estou. Não. Seja homem, me ligue pra saber como eu estou. Não se esconda no meio mais facil de resolver as coisas. Reflita sobre você. A gente só cresce e aprende, refletindo e tendo o desejo de mudar para melhor. 

Pode ter certeza que eu estou fazendo isso. Eu to sofrendo PRA CARALHO, mas eu sei que vou me levantar. E vou me levantar melhor do que quando caí, tenho fé.

Eu tenho é de ser mais orgulhosa. E ver que se ele quiser ele vai dar um jeito de vir atrás. Acho que ele tá é muito seguro de que eu to sofrendo, e de que eu vou estar sempre ali.. esperando. Não eu não vou ficar sempre ali esperando, por mais que eu o ame, efeito io-iô é muito cansativo e destrutivo, e enquanto eu tiver forças vou lutar contra esse efeito.

E ele deveria ler meu blog. 

8 de dezembro de 2012

sentimento

acho que é bem isso...

"Bem, despedimo-nos sem termos as coisas acertadas, mesmo após eu ter aparecido com planos e mais planos, tentando resolver todos os problemas envolvidos na sua vinda. Senti-me deprimida após nos despedirmos e, eu não sabia por quê, um pouco incomodada por não ter sido capaz de consertar tudo e fazê-lo feliz."

"Seria difícil exagerar o grande custo emocional que esse tipo de relacionamento, uma vez começado, acarreta para a mulher envolvida. Quando ela pára de relacionar-se com o homem que ama demais, sente-se como se uma energia dolorosa de alta voltagem corresse pelos nervos e os deixasse em pedaços. O antigo vazio surge e gira ao seu redor, levando-a para o mesmo lugar onde o terror da infância de ficar sozinha ainda vive, e ela tem certeza de que se afogará na dor."

interessante

Imannuel Kant, filósofo, afirmava que “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”. Imaginem alguem ao seu lado, por mais importante que seja em sua vida, dispondo de toda a força que tem para tentar com suas palavras, gestos ou pensamentos, levantar o seu braço. Simplesmente impossível. Ou fazer seus dedos mexerem e escreverem no papel uma linda poesia. Esqueça, seria perda de tempo. Só você é capaz de executar tais tarefas, pois os dedos e braço são seus. Os outros podem ter a lanterna que ilumina o caminho, mas a caminhada e o mérito de vencer a distância serão sempre seus.

 É, parece que era isso que eu vinha tentando fazer. Ajudar o outro a vencer. Mas quem tem que querer fazer ou seguir o caminho é ele. É uma perda de tempo ficar tentando batalhar por alguém que não quer a sua ajuda para crescer. É triste. Mas eu venho aprendendo a lidar com o fato de que talvez eu tenha que aceitar a idéia de não ser necessária, mas ao mesmo tempo não ver a pessoa se afundar. Não consigo, é instintivo tentar ajudar quando vejo a pessoa caindo e caindo e caindo.... e não poder fazer nada, não intervir.

7 de dezembro de 2012

entendimento

Eu ainda estou lendo o livro, mas percebo que eu não sou exatamente como as moças lá descritas, mas que lendo esse livro eu consegui compreender muito melhor alguns comportamentos e atitudes minhas. E depois eu explicarei melhor aqui. Preimeiro vou terminar de ler o livro.

obsessão?

Não sei como exprimir minha obsessão por ele. Cada vez que ele me deixava, sentia-me mais atraída por ele, não menos. E, quando voltava, ele dizia querer tudo o que eu tinha para lhe dar. Não havia no mundo sensação mais intensa que aquela. Eu tomava-o nos braços e ele chorava, e dizia que fora um tolo. Aquela encenação durava apenas uma noite, e então as coisas começavam a se desfazer novamente. Eu me esforçava terrivelmente para fazê-lo feliz, para que não me deixasse novamente.

Na época em que ele abandonou o casamento, eu estava praticamente acabada. Eu era incapaz de trabalhar, ou de fazer qualquer outra coisa a não ser sentar na cadeira de balanço e chorar. A impressão que tinha era de que estava morrendo (essa foi a sensação que eu tive da primeira vez q ele terminou comigo e simplesmente desapegou de uma forma tão... tão....). Tive que conseguir ajuda para não procurá-lo novamente, porque eu queria muito fazer com que tudo desse certo. Mas eu sabia que não sobreviveria àquele círculo vicioso. (eu não consegui essa ajuda e eu fiquei atrás dele até q ele veio querendo voltar...)

Três semanas após eu ter deixado o hospital terminei o relacionamento com ele, mas tive que ter muito apoio. Minha irmã, minha mãe e minha terapeuta ajudaram-me a superar aquilo. Fiquei terrivelmente deprimida. Eu realmente não queria parar com o relacionamento. Ainda sentia que ele precisava de mim e tinha certeza de que, com um pouco mais de esforço da minha parte, poderíamos superar juntos a situação. (iludida né?)

minha mãe

como minha mãe afeta tudo isso:

"Ela dizia-nos que éramos más e que causávamos problemas para ela, dizia que éramos "boas para nada" (essa era uma de suas frases preferidas). A ironia era que todas as suas críticas apenas faziam com que eu e minha irmã nos esforçássemos cada vez mais para sermos boas, para sermos valorosas."

e o fato de eu tentar ser boa pra ele e mesmo assim não ser suficiente, foi... exaustivo pra mim. Foi um baque. Um quê de "boa pra nada".

"Cresci sentindo-me muito só, muito desprotegida, amedrontada e desvalorizada, tentando todo o tempo compensar o fato de ser um peso. Lembro-me de que costumava consertar as coisas quebradas na vizinhança, querendo guardar dinheiro e, de certa forma, ganhar meu sustento.

Isso aqui parece eu saindo do meu namoro com o Rafael e embarcando em outro..

Cresci e casei-me com dezoito anos porque estava grávida. Fui infeliz desde o início. Meu marido criticava-me o tempo todo. Sutilmente no começo, e depois mais cruelmente. Na verdade, eu sabia que não estava apaixonada por ele e casei-me assim mesmo. (a sorte é que eu não casei, o desespero foi grande antes). Não pensei que tivesse outra escolha. Foi um casamento de quinze anos (depois de ter percebido eu demorei dois anos pra terminar, é uma versão mini dessa história, eu achava que podia melhorar, que alguma hora ia ficar bom, que era só uma ma fase), pois levei todo esse tempo para acreditar que ser infeliz era motivo bastante forte para conseguir o divórcio. Saí daquele casamento desesperada atrás de alguém para me amar, mas sentindo-me desvalorizada e um fracasso, e certa de que não possuía nada para oferecer a um homem bom e gentil. (eu acreditei que estava pronta pra me envolver de novo, e me envolvi, de corpo e alma, e mais fundo ainda do que antes.)


E agora eu vejo com clareza

Se for seguir a lógica do livro, o Rafael era a minha mãe. E o Fernando o meu pai. E nenhum dos dois faz bem pra mim. Será? Eu sempre quis zelar pelos dois. A mágoa e a insatisfação por eu não ser perfeita e ver minha mãe exigir isso de mim sempre, me tornou a pessoa que eu sou. Percebo que apesar de cada um deles se parecer com um familiar diferente, há uma conexão: os dois são pessoas que possuiam algum tipo de problema. E eu me sentia confortável em tentar zelar e cuidar deles, de ajudar a resolver esses "problemas". E quando eu encontro a resistência à ajuda, eu sofro. Eu vejo que eu fazia com o Fernando coisas que me fazem lembrar minha mãe com o meu pai (ou comigo, acho que mais comigo do que com ele). (não com a mesma intensidade, não tão impositiva, pq eu sempre lutei pra não fazer parecido.) Hoje meu pai mesmo fala pra mim que não é saudável eu ficar com alguém que não sabe o que quer comigo, que não sabe o que quer da vida. Mas sabe, querer que a pessoa seja o melhor dela na verdade é o que minha mãe fazia comigo. Numa forma diferente e em um nivel muito mais intenso. Ela queria q eu fosse perfeita pra satisfazer ela. Eu queria que ele se desse bem para q eu pudesse ficar com ele, para q eu me sentisse segura ao lado dele. E eu estava disposta a qualquer coisa no mundo maluco dele. Mas desde que ele quisesse tb. E ele não quis, rejeitou todo meu desejo e carinho e zelo.


"É um velho clichê no campo da terapia o fato de as pessoas fre-qüentemente se casarem com alguém absolutamente igual à mãe ou ao pai, com quem entram em conflito durante o amadurecimento. O conceito não é muito exato. Não é tanto o fato de ser o parceiro que escolhemos absolutamente igual a mamãe ou papai, mas o fato de que com esse parceiro somos capazes de ter os mesmos sentimentos e enfrentar os mesmos desafios que encontramos ao crescermos; somos capazes de reproduzir a já tão conhecida atmosfera da infância, e usar os mesmos artifícios nos quais já temos tanta prática. Isso é o que, para muitos de nós, constitui o amor. Sentimo-nos à vontade, confortáveis e extraordinariamente "corretos" com a pessoa com quem podemos nos comportar familiarmente e sentir todos os sentimentos familiares. Mesmo que nosso comportamento nunca tenha sido correto e que os sentimentos sejam desconfortáveis, são o que conhecemos melhor. Temos aquela sensação especial de pertencermos ao homem que nos permite, como sua parceira, dançar com os passos que já conhecemos. É com ele que decidimos tentar fazer com que o relacionamento dê certo."

antes da filosofia

Ela é eu, e ele é ele:

O fato de os oportunos presentes financeiros da mãe dele bloquearem con-venientemente qualquer tendência ao seu crescimento e maturidade, era certamente um problema para o casal, mas não o problema, como Melanie preferiu enxergar, O que estava realmente errado era o fato de ali estarem duas pessoas cujos insalubres padrões de vida e atitudes em relação ao mundo, embora diferentes, se entrosavam tão bem, na verdade, que possibilitavam um ao outro permanecer nessa insalubridade. Imagine os dois, Sean e Melanie, como dançarinos num mundo em que todos são dançarinos e crescem aprendendo sua rotina individual. Devido a acontecimentos e personalidades específicos e, mais que tudo, ao aprender as danças que foram executadas por eles durante a infância, Sean e Melanie desenvolveram separadamente um único repertório de passos, movimentos e gestos psicológicos. Então, certo dia, encontraram-se e descobriram que suas danças parecidas, quando executadas juntas, sincronizavam-se magicamente numa dupla extraordinária, num pas-de-deux perfeito de ação e reação. Cada movimento realizado por um era correspondido pelo outro, resultando numa coreografia que permitia às suas danças unidas fluírem ininterruptamente, em pêndulo. Todas as vezes que ele abandonava uma responsabilidade, ela a tomava imediatamente para si. Quando ela assumiu toda a carga familiar de educar a família, ele caiu fora, dando a ela bastante espaço para desempenhar sua tarefa com zelo.
Para Melanie, a dança podia ser excitante algumas vezes, e com mais freqüência uma dança solitária; ocasionalmente, embaraçosa ou exaustiva. Mas a última coisa que queria era parar com a dança que conhecia tão bem. Os passos, os movimentos, tudo parecia tão certo que deu à dança o nome de amor.

O problema é que ao mesmo tempo que parecia dar certo, parecia dar errado, no momento em que vc se sentia impedida de continuar a exercer a sua atividade zelosa. A partir do momento que ele deixa de querer o seu zelo. Ele simplesmente... não sabe.

E a pergunta é:

"COMO VOCÊ VEIO A CASAR-SE COM ELE?" BEM, COMO VOCÊ RESPONDERIA ISSO A ALGUÉM? COMO ELE BAIXOU A CABEÇA DE FORMA AUTODEPRECIATIVA E ERGUEU OS OLHOS PARA TE OLHAR TIMIDAMENTE, COMO UMA CRIANÇA FAZ. . . COMO ELE SE INFILTROU EM SEU CORAÇÃO: DOCE, ENCANTADOR, BRINCALHÃO. . . ELE DISSE: "VOCÊ É TÃO FORTE, QUERIDA". E EU ACREDITEI. EU ACREDITEI! MARILYN FRENCH, The Bleeding Heart

6 de dezembro de 2012

mais um tiquinho

— Obrigada por me ouvir. Acho que eu só precisava falar um pouco sobre o assunto. E eu agora entendo melhor, mas não estou preparada para abandonar tudo, não ainda! — Seu espírito estava obviamente mais iluminado, como ela mesma disse, o queixo para cima novamente: — Além disso, Sean precisa apenas crescer. E ele tem que crescer, você não acha?

Por que uma jovem mulher brilhante, atraente, cheia de energia e capaz como Melanie necessitava de um relacionamento tão cheio de dor e de opressão como o que mantinha com Sean? Por que para ela e para outras mulheres que cresceram em lares profundamente infelizes, em que a carga emocional era pesada demais e as responsabilidades grandes demais, o que parece bom e o que parece ruim confundiram-se e emaranharam-se e, finalmente, tornaram-se uma só coisa?

Melanie não apenas sobrevivia no caos, mas, na verdade, exigia de si mesma essa sobrevivência. O peso que ela carregava ajudava a evitar sua própria dor e pânico. Ele a afundava e aliviava ao mesmo tempo.


mais um pouco do livro

"- Foi quando comecei a me entender. Para mim, Garv era o que o álcool fora para minha mãe: ele era uma droga sem a qual não podia ficar. Até o dia em que o fiz ir embora, eu estivera apavorada com medo de que ele me deixasse. Assim, fazia tudo para agradá-lo. Fiz tudo que fizera quando criança: trabalhei bastante fui boa, não pedi nada para mim e cuidei do que era da responsabilidade de outra pessoa. Auto-sacrifício sempre fora meu padrão de vida por isso, não saberia quem eu era sem alguém para ajudar-me ou algum sofrimento para suportar."

Até o dia em que eu não aguentei mais, e pedi um retorno.

Totalmente desacostumada a avaliar as formas de proteger seu bem-estar, mas entendida em promover o bem-estar de outros ela mudava para relacionamentos que prometiam outra oportunidade de fazer tudo certo para outra pessoa, através da força de seu amor. A verdade em sua história é que o fracasso por não ganhar o amor através de seus esforços só a fazia esforçar-se mais.

E não é que ganhava amor, mas não ganhava o direito à continuidade, a segurança que um relacionamento permite.

O aborrecimento geralmente abrange sentimentos brandos e intensos de embaraço, que as mulheres que amam demais tendem a sentir quando estão fora do papel familiar de ajudar, de ter esperança e de prestar mais atenção no bem-estar de outra pessoa do que em seu próprio bem-estar.

Eu prestava muito mais atenção no que poderia faze-lo feliz do que no que faria a mim mesma feliz. :/

Na verdade era um embate interno tipo um anjo e um diabinho, um consciente e um inconsciente e cada um tentando fazer uma coisa.

Existe na maioria dos filhos adultos de alcoólatras, e também em descendentes de outros tipos de lares desajustados, uma fascinação por pessoas que atraem problema, e vício à excitação, principalmente a excitação negativa. Se o drama e o caos sempre estiveram presentes em nossa vida, e se, como é freqüentemente o caso, fomos forçados a negar muitos de nossos sentimentos enquanto estávamos crescendo, iremos querer com freqüência que acontecimentos dramáticos engendrem qualquer sentimento. Assim, precisamos da ex-citação da incerteza, da dor, do desapontamento e do conflito apenas para nos sentir vivos.

Para se sentir vivo, mas não para se sentir bem.

e para finalizar, ela disse tudo:

Lisa finalizou sua história: — Após Gary ter ido embora, a paz e a quietude da minha vida deixaram-me louca. Usei de tudo para não telefonar para ele e começar tudo novamente. Mas, devagar, acostumei-me com uma vida mais normal. Acrescentou, com um suspiro de alívio: - - Não estou namorando ninguém agora. Eu sei que ainda estou doente demais para ter um relacionamento saudável com um homem. Apenas sairia por aí e acharia um outro Gary. De forma que estou me planejando pela primeira vez, ao invés de tentar mudar outra pessoa.

Eu vou tentar fazer o mesmo, venho tentando.

Os dois vícios são paralelos nesse sentido, e igualmente difíceis de superar. O vício da mulher com relação ao parceiro, ou com relação a uma série de parceiros inadequados, tem sua gênese na variedade de problemas de família. Ironicamente, os filhos crescidos de alcoólatras são mais afortunados que os de outros passados desajustados, pelo menos nas grandes cidades, pois existem grupos de Al-Anon para apoiá-los conforme trabalham para superar seus problemas com auto-estima e com relacionamentos. A recuperação de relacionamentos viciados envolve conseguir ajuda de um grupo de apoio apropriado, para se quebrar o círculo do vício, e para se aprender a buscar sentimentos de auto-avaliação e bem-estar de outras fontes que não um homem, para sustentar esses sentimentos. A chave está em aprender a viver uma vida saudável, satisfatória e serena, sem depender de outra pessoa para ser feliz.

Dessa forma, não nos protegemos, e nossos pais também não, porque eles precisavam nos ver como sendo mais fortes que eles. Apesar de sermos imaturos demais para a responsabilidade, no final nós é que os protegemos. E, quando isso aconteceu, aprendemos bem cedo, mas muito bem, como cuidar de qualquer pessoa, menos de nós mesmas. Nossas necessidades de amor, atenção, cuidado e segurança permaneceram insatisfeitas, enquanto fingíamos ser mais poderosas e menos medrosas, mais crescidas e menos carentes do que realmente nos sentíamos. E, ao aprendermos a negar nosso próprio desejo de ser cuida-das, crescemos procurando mais oportunidades de fazer o que sabíamos tão bem: preocuparmo-nos com os desejos e exigências de outras pessoas ao invés de reconhecermos nossos próprios medos, nossa dor e nossas necessidades insatisfeitas. Fingimos por tanto tempo sermos crescidos, pedindo tão pouco e fazendo tanto, que agora parece tarde demais para ser a nossa vez. Então, ajudamos e ajudamos, e esperamos que nosso medo se vá e que nossa recompensa seja o amor.


5 de dezembro de 2012

mais trecho

"Interesses, valores e objetivos comuns, e capacidade de intimidade grande e sustentada são os requisitos, se é para o encanto erótico inicial de um casal finalmente transformar-se numa devoção compromissada e atenciosa, que se fortificará com o tempo. Entretanto, o que freqüentemente acontece é o seguinte: num relacionamento apaixonado, abastecido como deve ser com a excitação, o sofrimento e a frustração de um novo amor, há o sentimento de que está faltando algo muito importante. O que se quer é compromisso, um meio de estabilizar a experiência emocional caótica e de proporcionar um sentimento de proteção e segurança. Se o que se opõe ao fato de estarem juntos for superado, e se for conseguido um compromisso genuíno, esses parceiros finalmente irão se olhar e perguntar-se para onde foi a paixão. Eles sentem-se protegidos, aquecidos e amáveis um com o outro, mas um pouco enganados, também, por não estarem mais entusiasmados com o desejo um pelo outro."

Meu namoro não chegou ao nivel do compromisso, o interesse se perdeu antes mesmo de que houvesse um.

"Ou ainda, devido ao fato de faltar o desafio de tentarmos mudar alguém para tornarmos essa pessoa feliz ou para obtermos a afeição e aprovação sonegadas, poderemos simplesmente nos sentir aborrecidos com pessoas mais saudáveis. O aborrecimento geralmente abrange sentimentos brandos e intensos de embaraço, que as mulheres que amam demais tendem a sentir quando estão fora do papel familiar de ajudar, de ter esperança e de prestar mais atenção no bem-estar de outra pessoa do que em seu próprio bem-estar."

Incessantemente tentando deixá-lo feliz... :/

Mulheres que amam demais - trechos

Parece que to me vendo vomitada nesse livro... É como se eu fosse Jill e ele Randy.

"— Certa vez Randy disse que não o pressionasse, senão desapareceria. Fiquei muito assustada. Tudo dependia de mim. Tinha que amá-lo e deixá-lo em paz ao mesmo tempo. Como isso era impossível para mim, fiquei cada vez mais assustada. Quanto mais me apavorava, mais o perseguia. Em pouco tempo, Jill telefonava quase todas as noites. O acordo que fizeram foi o de se fazer revezamento, mas, quando era a vez de Randy telefonar, ficava tarde e a inquietude de Jill era demais para ser suportada. De qualquer forma, dormir estava fora de cogitação, então telefonava para ele. As conversas eram vagas e prolixas. — Ele dizia que se esquecera, e eu falava: "Como pôde esquecer?" Afinal, eu nunca me esqueci. Então, começávamos a falar dos porquês, e parecia que ele tinha medo de se aproximar de mim, e eu queria ajudá-lo a superar esse medo. Ele vivia dizendo que não sabia o que queria na vida, e eu queria ajudá-lo a perceber quais eram seus problemas."

(...) "e viagens aéreas de Jill a San Diego (é bom lembrar que seu orçamento era extremamente limitado). Suas "sessões de terapia" a longa distância com Randy eram, antes uma tentativa de transformá-lo no homem de quem precisava, do que uma tentativa de ajudá-lo a descobrir quem era. Na verdade, Randy não queria ajudar nessa descoberta. Se estivesse interessado em tal jornada de autodescoberta, teria se esforçado, ao invés de sentar-se passivamente enquanto Jill tentava forçá-lo a analisar-se. Ela fazia esse esforço porque a outra alternativa era conhecê-lo e aceitá-lo como era — um homem que não se importava com seus sentimentos nem com o relacionamento." (...)


Livros

Além dos Cinquenta tons mais escuros e do livro de Processo do Trabalho, comecei a ler Mulheres que amam demais. E vou colocar o prefácio aqui, pq eu me idenfiquei.

Prefácio 

QUANDO AMAR significa sofrer, estamos amando demais. Quando grande parte de nossa conversa com amigas íntimas é sobre ele, os problemas, os pensamentos, os sentimentos dele — e aproximadamente todas as nossas frases se iniciam com "ele...", estamos amando demais. Quando desculpamos sua melancolia, o mau humor, indiferença ou desprezo como problemas devidos a uma infância infeliz, e quando tentamos nos tornar sua terapeuta, estamos amando demais. Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as pas-sagens que pensamos que irão ajudá-lo, estamos amando demais. Quando não gostamos de muitas de suas características, valores e comportamentos básicos, mas toleramos pacientemente, achando que, se ao menos formos atraentes e amáveis o bastante, ele irá se modificar por nós, estamos amando demais. Quando o relacionamento coloca em risco nosso bem-estar emo-cional, e talvez até nossa saúde e segurança física, estamos defini-tivamente amando demais. Apesar de toda a dor e insatisfação, amar demais é uma experiência tão comum para muitas mulheres, que quase acreditamos que é assim que os relacionamentos íntimos devem ser. A maioria de nós amou demais ao menos uma vez, e, para muitas, está sendo um tema repetido na vida. Algumas nos tornamos tão obcecadas por nosso parceiro e nosso relacionamento, que quase não somos capazes de agir.

E um pedacinho do primeiro capítulo:

Neste livro, analisaremos a fundo as razões por que tantas mulheres, procurando alguém para amá-las, parecem encontrar inevitavelmente parceiros doentios e não afetuosos. Devemos ver o motivo, já que o relacionamento não satisfaz nossas necessidades, mas temos tanta dificuldade em acabar com ele. Veremos que amar se torna amar demais quando nosso parceiro é inadequado, desatencioso ou inacessível e, mesmo assim, não conseguimos abandoná-lo — de fato, nós o queremos, precisamos dele ainda mais. Passaremos a compreender como o fato de querermos amar, de ansiarmos por amor ou de amar em si torna-se um vício. Vício é uma palavra assustadora. Ela evoca imagens do dependente de heroína espetando agulhas nos braços e levando uma vida obviamente autodestrutiva. Não gostamos da palavra e não gostamos de aplicar o conceito à forma de nos relacionarmos com homens. Mas muitas de nós fomos viciadas em um homem e, como qualquer outra pessoa viciada, temos que admitir a seriedade de nossos problemas para que possamos empreender a recuperação.

Acho que meu problema é vício.

4 de dezembro de 2012

The new part of me

Então, eu to vivendo em ondas né. Mas algo aqui dentro explodiu hj de manhã com o pesadelo maldito dele me batendo. Na verdade eu sei bem o que esse sonho quer dizer. Não quer dizer que de fato ele vá me agredir fisicamente. Eu diria que jamais ele faria isso. Na verdade acho que a agressão é uma metáfora ao sentimento, que meu sentimento se sente agredido pela atitude dele.

Mas hoje muitas coisas inusitadas aconteceram. Fez exata uma semana e um dia q eu briguei com o Douglas. E ele finalmente veio me dar um tímido oi, depois desse tempo todo. Já foi um começo, foi bom não ter corrido atrás dele pra tentar resolver a questão.

E é isso que eu devo fazer com outras coisas da vida tb. Vou parar de correr atrás do que me machuca. E vou deixar a vida me levar. Pq se realmente ele quiser, ele virá, ele sentirá falta. E eu não quero mais ficar me auto agredindo. Tá muito confortável pra ele assim né. Mais fácil ficar parado do que tentar salvar o relacionamento com a pessoa que ele diz amar muito. (e eu não to debochando, to falando sério, pq isso é contraditório.)

Depois me senti abalada vendo a foto de uma coisinha bonitinha q eu tinha feito pro ex no facebook. E a mensagem cheia de amor explícito q ele tinha deixado pra mim como resposta. Parecia que seria infinito e que a gente jamais se separaria.

Só que não. Engraçado né como a vida é estranha. As coisas têm intensidade de infinito, mas são finitas. 

E eu tenho de aceitar o finito. Pq de que adianta eu sozinha correr atrás? Não sou boba, até de correr atrás a gente cansa.

E que semana hen? Que semana... essa que passou, tudo junto ao mesmo tempo. O Fernando, o Douglas, o meu pai e seu comentário infeliz. 

A coisa mais feliz foi a chuva, a balada de sábado. A sensação de renovação. E é isso, vou me renovar.  Rum, e eu serei feliz de novo. Aliás eu sou feliz. só to vivendo uma fase obscura. 

E tenho de andar com gente alto astral.

29 de novembro de 2012

Cortar o mal.

Será que devo cortar o mal pela raiz? Tipo tirar fora MESMO tudo que está me fazendo mal? Eu acredito que eu vá encontrar alguém um dia, alguém que me queira pra sempre? Alguém que queira me fazer feliz? Acho que ainda é cedo pra falar disso.

No momento eu só penso que eu preciso parar de pensar no passado, por que está me deixando louca. E parar de criar expectativas para o futuro, pq o passado ja me mostrou diversas vezes que não vai lutar pelo futuro. E não adianta eu ficar expressando minha dor. Pq ai vira cobrança/expectativa/nhaca e uma bola de neve. Só espero que se algum dia ele resolver vir, que venha de corpo e alma e torcendo pra eu topar, para eu não ter cansado ou desistido disso, desacreditado de nós. De um dia existir um nós.

Pq no dia que isso acontecer... ai não há nada que possa ser feito, me conheço. Eu vou me emputecer por me sentir usada, desvalorizada, limitada. Por ver um mundo de opções e nada servir. Nada funcionar.

Eu não aguento mais reclamar e nem ficar de mimimi. Nós eramos tão bons juntos. Por que teve de ficar ruim? Por que é tão ruim querer ficar junto já que se dá bem junto? Por que não se pode simplesmente isso ser uma prioridade e fazer feliz?

Não pode. Não pode por que não o é. Só o é quando para a pessoa é prioridade, o MEDO de perder fala mais alto e ai vc luta por aquilo (e isso vale até pra outras coisas que não o relacionamento, pra tudo na vida). Eu tenho lutado. Mas minha luta é em vão pq é uma luta sozinha. É um ME e não um WE. E me sozinho nao vira we nunca. Até de lutar sozinha a gente cansa. A gente enlouquece quando a outra pessoa é diariamente contraditória. Haja paciencia. Eu usei todas as minhas forças.

I´m done. Cansei de ficar surtando.

Se pra ele é tão dificil lutar pela pessoa que ele ama, é por que não vale a pena.  Mas ao mesmo tempo.. se ele não tá bem nem com ele mesmo como é q ele vai lutar por alguma coisa. A questão é bem outra: será que algum dia ele vai ficar bem com ele mesmo? Será que algum dia ele vai perceber as oportunidades que está perdendo de ser feliz e ficar bem consigo mesmo. Que o primeiro passo pra ficar bem consigo mesmo é querer.

Eu sei que vou sair dessa. Pq eu quero.

E eu vou.

Por mais que seja doido agora eu sei que algo menos escuro me espera la fora. Eu sei que eu to sofrendo muito, mas eu vou sair dessa.

E vai ser hoje q eu vou começar!

Vem ni mim tequila!

¬¬


28 de novembro de 2012

desgraça nunca vem sozinha

Como se não bastasse estar sofrendo por gostar de alguém que não luta pra ficar comigo, ainda tem os problemas la de casa, que chegaram num nivel efeito colateral nos filhos. Eu estou cansada de ser cobrada por ter vindo ao mundo com condições especiais e ter de retribuir ao universo por ter dado trabalho pras pessoas. Sério. Preferia ter sido abortada, a ter q ficar carregando esse peso o resto da vida.

Ouvi isso a vida toda da minha mãe: q eu era mal agradecida e devia mover mundos e fundos pq ela teve trabalho comigo quando eu era criança. Ok sempre foi o jeito dela de me colocar pra baixo.

Agora ouvir isso do meu pai. É a coisa mais dolorosa do mundo. Que culpa eu tenho de ter nascido assim?! 

Sério o que eu fiz pra merecer tanta desgraça em um período tão curto de tempo? O que eu fiz pra não ser amada pelas pessoas que eu mais amo? Isso inclui o ex tb. Porra tudo junto ao mesmo tempo?! Eu to sendo testada pra ver até onde eu aguento???

Eu não sou de ferro. Por que é tão dificil uma pessoa entender que eu quero ficar junto, ter um ombro e um colo, ter alguém q eu possa contar sempre. E que ele possa contar sempre comigo. Será que eu não mereço o amor de ninguém? EU não sou boa o suficiente? Sou tão exigente assim por querer sonhar junto? Por querer construir junto? Será um dia eu vou encontrar alguém que queira o mesmo que eu? Que ande comigo... Ou será que algum dia quem eu quero vai querer isso comigo? Eu me sinto ridícula pq eu terminei e eu ainda fico atrás sabe, querendo saber como tá e me preocupando com ele. E ele nem me liga pra saber como eu tô. E ainda fica com ironias.

E é tão dificil pra ELES entenderem que eu também sou humana? Que eu também tenho sentimentos e não sou de ferro? Que jogar pra mim a culpa de alguns dos problemas deles é pesado demais. 

Não aguento mais. Peço arrego. Nunca tive vontade de morrer, ou de nem ter nascido. Ontem eu tive. E hoje eu continuo tendo. Nunca tive tantos dias ruins na minha vida.

27 de novembro de 2012

depressão

Acho que eu to entrando em depressão.

Me sinto desvalorizada. Será que ninguém que me ama é capaz de lutar pra ficar comigo? Será que eu não valho a pena pra ninguém? Sou tão ruim assim.

Caralho.

To mal hoje.

21 de novembro de 2012

New life

Depois que vc acaba um namoro, vc percebe que fez tudo que estava ao seu alcance. Infelizmente não podemos ter tudo que queremos na vida. Eu fico triste, fico sim. Mas não vou ficar morrendo.  Já sofri demais durante a crise. E quando há a definição eu me sinto aliviada, apesar de triste. Mesmo não sendo o que gostaria, é pelomenos uma definição que diz: continue a nadar, continue a nadar! 

Eu to super cansada hoje, mas to feliz, pq em dois dias eu fiz mais coisas que em um mês inteiro. E eu estou animada pra sair no fim de semana com os amigos. E quero também passar nos concursos pros quais venho começando a estudar. Que minha vida seja ilumidada e não me deixe cair. Eu sei que o que é meu está guardado.

20 de novembro de 2012

Acabou

É só isso...
Não tem mais jeito...
Acabou, boa sorte...

Não tenho o que dizer...
São só palavras...
E o que eu sinto
Não mudará...

Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That's it
There is no way
It's over, good luck

I have nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change

Tudo o que quer me dar
(Everything you want to give me)
É demais
(It's too much)
É pesado
(It's heavy)
Não há paz
(There is no peace)

Tudo o que quer de mim
(All you want from me)
Irreais
(Isn't real)
Expectativas
(Expectations)
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

 Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you

 There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world in the world
All you want
All you want

Tudo o que quer me dar
(Everything you want to give me)
É demais
(It's too much)
É pesado
(It's heavy)
Não há paz
(There is no peace)

Tudo o que quer de mim
(All you want from me)
Irreais
(Isn't real)
Expectativas
(Expectations)
Desleais

Now we're falling into the night
Um bom encontro é de dois 


29 de outubro de 2012

a tensão

Bom, depois de muito tempo sem postar no muro das lamentaçõs, não tem jeito, venho aqui me lamentar.

O negócio tá dificil.

Ele veio pra cá e era pra ser tudo lindo e feliz, ou pelomenos ser tentado que fosse assim. Fiquei super animada com a possibilidade de termos uma evolução na nossa relação, uma vez que ele se encontraria mais perto de mim... Só que não.

Algo se perdeu no meio do caminho. Ele não cumpriu nenhuma das promessas feitas quando ele veio, e já fazem dois meses que ele está aqui (vão fazer dois meses daqui dois dias). E ele também não está feliz aqui. 

Acredito eu que no fundo no fundo ele já trazia um problema dentro dele desde quando ele terminou comigo em junho (talvez até de antes, mas eu não percebia). Uma depressãozinha ali cutucando ele, até que ela cresceu e agora, hoje, ela é bem aguda. Só que nem ele tem essa consciencia.

Ele colocou na cabeça dele que essa reclusão dele é normal, coisa de japonês. Me desculpe, mas não é não. Uma coisa que é característica genética do japonês é a pessoa ser reservada, mas não anti-social. Ele está cada vez mais anti social, mais out do mundo. Alheio as coisas e ao nosso namoro. Ele acha que por ele estar aqui não precisa ficar tanto comigo. Pra ele é cansativo dedicar um pouco de seu tempo a minha pessoa e a frequentar lugares juntos. Uma alegação que tem se tornado frequente é o cansaço e a falta de vontade de ver gente desconhecida (e conhecida também, diga-se de passagem).

Ele não está se adaptando a mudança para Brasília, mas isso foi só um agravante de um problema já existente. 

Outro problema que foi gerado tb é a infantilidade na relação comigo. Uma vez ele já havia me dito que me amava como menino. E agora ele se comporta como um. Apesar de agora dizer que vê sim como uma mulher, eu não acredito, pois ele agora me trata como uma criança. Faz voz de criança e tudo é inho. o tempo todo. Eu só vejo o Fernando homem quando nós estamos com mais gente em volta. Ai ele fica o que eu diria "normal". Ainda assim ele insiste em brincadeiras repetitivas, e não inova. Como uma criança mesmo que não se cansa de repetir um jogo. E isso está minando a nossa relação. Por que tudo é voz de criança, papo de criança, brincadeira de criança e isso está me deixando desencantada. Você começa a não enxergar mais a pessoa como um adulto, um amante (não no sentido de amante latino, mas de parceiro do amor mesmo). 

E eu acredito que isto seja reflexo de uma depressão séria que está acontecendo. E eu não sei se o tratamento dele vai de fato adiantar. Ele vai se entupir de remedios e será q isso irá realmente ajudá-lo? Muito vem da depressão, mas muito vem da cabeça tb. 

Eu me sinto amarrada, não sei o que fazer para ajudá-lo pois eu ja tentei conversar com ele algumas vezes e percebo ele tentando justificar as coisas com coisas que não são de fato a realidade, sei que pra ele deve ser dificil aceitar algumas coisas. 

Só sei que ambos não estamos felizes. 

Não consigo entender a lógica de uma pessoa que mora pra mesma cidade da namorada e passa a semana sem querer ve-la. Que se nega a ir a eventos sociais com a namorada, mesmo que isso proporcione momentos diferentes juntos. Ele não sai mais. Só fica em casa. Literalmente (e isso tem umas duas semanas - e ir pro shopping almoçar correndo antes de ir pro trabalho não conta, não é momento de descontração, é necessidade, ir ao mercado é necessidade e vc vê pessoas estranhas e desconhecidas em volta... Eu acreditava que quando ele viesse nosso relacionamento se tornaria mais intenso, melhor, mais compartilhado, com companheirismo. E sinceramente, a gente tá se vendo menos e fazendo bem menos coisaas do que a gente fazia quando ele morava lá. Teve uma semana que a gente passou oito dias sem se ver, e chamei ele pra sair comigo na sexta feira, ele não quis ir, a gente se viu no sabado só, e ficamos em casa. Na outra semana eu chamei pra sair na quinta, nada. Sexta, nada. Sábado dormiu até uma hora da tarde, e chegou lá em casa só as 17hs... pq ai eu tb ja tava desanimada, até ele se arrumar e tudo mais, ia demorar pra gente poder ir na feira comprar as coisas q ele precisava. Eu precisava ir no conic tb pra comprar as coisas da minha dieta... ai a noite o povo foi la em casa (oba, socialização) e ele demorou pra se integrar na conversa (isso aconteceu no outro sabado tb) ele só se soltou depois que bebeu. E eu fiquei muito preocupada pq ele bebeu tomando remedios antidepressivos q ele acabou de começar a tomar... o corpo dele nem se acostumou com o remedio. Vejo que ele anda desleixado com ele mesmo, não tem um carinho com ele mesmo, de se cuidar, de querer se arrumar, ficar bonito pra mim, dorme sem escovar os dentes. Tá sempre mole, dorme, acorda, fica mole, come, fica mole, faz amor, fica mole, trabalha, fica mole, se mexe, fica mole. Desânimo é contagioso, e me contagiou. Eu tentei me manter firme e animada, mas tá dificil, muito dificil. 

Sinto falta dos paparicos, de ir pra um barzinho nós dois, cinema, pontão... dos amassos em qualquer lugar. Tá tudo tão.. igual. sempre em casa. Não o vejo mais fazer propostas pra sair ou pra fazer algo diferente. E também cansa só vc ficar chamando pra fazer algo diferente.

Sabe eu vejo ele perdido. E vejo também que eu deixo ele mais perdido ainda, pq eu também tenho minhas necessidades, e é como dizem a gente tem que estar feliz com a gente primeiro pra depois amar e fazer a outra pessoa feliz. Eu estava feliz, até o dia em que descobri que ele não estava. E ele continua não estando. Só que o que ele quer q eu faça para deixá-lo feliz, me deixa infeliz. Não quero ficar só em casa (ficar em casa não é ruim, mas a gente se vê pouco. 

E sim, tenho medo do que será no David Guetta, de como será a disposição dele no dia.

E sinto meu coração fragilizado pq ele já estava partido.. mas os remendos não estão se colando. As coisas que vem acontecendo nos ultimos tempos me deixam triste. O não cumprimento das promessas, a atitude egoísta de me querer sempre pronta pra ouvir as queixas dele, e se quer olhar pra mim antes e saber se eu estou bem para ouvir, ou se o momento é adequado para tanto (o dia da prova da camara... foi triste). De colocar sutilmente o peso da vinda dele para Brasília em cima de mim. As palavras e atitudes têm peso. Dizer que eu sou a unica coisa boa que tem aqui é o mesmo de dizer que a culpa é minha de ele ter vindo e não estar feliz. E eu falei pra ele não fazer isso comigo quando ele tomou a decisão de vir pra ca. E ele está fazendo.

E tudo isso vai me minando, e minando o nosso relacionamento. Eu venho tentando fazer as coisas pra animá-lo e me animar. Mas não tá fácil. Não sei explicar. Existe um vazio ali no meio. E eu me sinto impotente. Como se não houvesse mais nada a ser feito. E que eu deveria deixá-lo livre pra se encontrar. E para se sentir feliz. 

Uma coisa que ele me disse que me marcou muito foi quando ele falou que desde que ele começou a namorar comigo, que ele nunca chorou e sofreu tanto. Não quero mais ser um sofrimento pra ele. Um relacionamento merece leveza, felicidade, trazer coisas boas para os dois. Talvez eu não saiba faze-lo feliz.  Talvez o que eu quero é mais do que ele pode me dar.

E o fato de eu ser assim o fere também. 

E ninguém está feliz.

Ninguém.

Só sei que eu preciso descansar a mente, o corpo e a alma. Tô sobrecarregada e não estou conseguindo fazer nada direito. Nem fazê-lo feliz, nem apoiá-lo como deveria, não estou mais sabendo lidar com a situação. É uma coisa muito dificil de entender.

Eu não quero magoar ninguém, muito menos uma pessoa a quem amo e tenho carinho, e nem quero ser magoada também. Não quero fazê-lo infeliz, muito pelo contrário. É como ele mesmo disse uma vez: nós somos muito opostos (talvez por isso tenhamos nos atraído tanto) mas ao mesmo tempo, é como um porco espinho tentando namorar outro... ficam se espetando, e ai é só sangue, ele se sente incompreendido, e eu também.






2 de outubro de 2012

27 de setembro de 2012

hoje

Hoje eu só consigo dizer que: oba eu vou ficar em casa e fazer um jantar gostoso pra mim :) Delícia!!!


26 de setembro de 2012

só tenho isso a dizer:

ai vem o fernando, eu realmente tava feliz com ele, mas essa merda q ele aprontou comigo me deixou marcas e marcas que eu ainda não superei e eu acho que ele n entende que agora ele gerou uma insegurança em mim e que ele precisa recuperar isso me surpreendendo de uma forma adulta.
 
E que eu amo o fato de ele me amar como ele me ama, de me achar linda e me elogiar sempre. Só está me incomodando o rumo infantilizado que a coisa está tomando. E isso me preocupa pq não era assim e ficou e ta ficando cada vez mais infantilizado. Será que o amor está cada vez ficando mais de menino.
 
Ontem nós tivemos um problema, que me deixou com os cabelos em pé. Me fez pensar em problemas que eu ja passei antes e eu me recuso a passar denovo. Não quero nem chegar perto. E é assim que começa: eu to cansado. 
 
Ai depois vem eu to cansado denovo, to com dor de estomago, dor de cabeça e etc... e eu fico lá esperando alguma coisa acontecer. A gente fica cansado, mas descansa depois, não pode? Eu também estava cansada, mas estava animada e feliz e super curtindo estar com ele naquela noite bacana, depois de um jantar delicioso. 
 
Se fosse uma coisa de sexo todo dia, eu entendo. Mas não é. É uma coisa meio que só voltada pra satisfação dele. Porque é assim que eu me sinto muitas vezes. Tudo é em torno dele, dos problemas dele, da satisfação sexual dele. Acho que eu devo ter um problema, pq eu nunca deixei ele na mão, mas isso tb n deveria ser uma obrigação denada. Deveria ser gostoso, deveria despertar o desejo de quero mais. Será que eu trepo mal?
 
Só pode.

19 de setembro de 2012

e hoje...

Olha só, eu reclamei ontem e ontem mesmo ja aconteceram coisas diferentes que eu sentia falta!!!

Eu ganhei cinema com pipoca e filme de menina <3 :=":" isso="isso" nbsp="nbsp" p="p" paparico="paparico" super="super" um="um">Ganhei também beijos deliciosos no pescoço... que coisa gostosa!!!

E vi que realmente ele tá pensando e fazendo planos pras comemorações prometidas pra mim. Então vamos esperar pra ver né? E tem tb os presentinhos q ele disse q ta pensando, to muito muito curiosa!

Vou receber o pagamento essa semana e tb vou comprar presentinhos :)

viiiiiiiiva. Hoje eu ja to mais feliz :)

18 de setembro de 2012

quando eu fico assim...

...eu fico com vontade de cortar meu cabelo, mudar de cor e tatuar.
...eu fico com vontade de comprar uma saia longa hippie e um allstar.
...eu fico com vontade de mandar todo mundo pra puta que pariu.

...eu fico com vontade de qualquer coisa pra ter o meu feeling de volta.

Eu tava toda feliz e animada com algo, eu curtia aquela coisa e achava q curtiam junto comigo. Ai eu vejo que acontece uma ruptura no meio. E agora por mais que a pessoa diga que curte sim e que não tem problema eu fazer o que eu gostava de fazer, do jeito q eu fazia antes, algo te bloqueia? Parece que não é espontâneo, parece que perde a graça. Primeiro pq antes era recíproco, vc fazia pq vc via a pessoa responder, e mostrar q gostava (ou pelomenos aparentava gostar ne...). Agora fica a sombra do eu nunca sei se a pessoa vai estar gostando ou vai estar fazendo pra me agradar. E isso é muito louco. 

Ao mesmo tempo que vc se sente podada de algo que vc gosta muito, é uma coisa meio ... de vibe, de feeling, de inspiração. Vc tinha uma inspiração, e arrancaram ela de vc, assim do nada sabe. Te fazem sofrer sem uma razão óbvia pra vc. Te fazem sofrer pq estão sofrendo e pronto. E nem pensam nas consequencias que isso pode trazer pra você. :/

E a vida é assim né? Jogam um monte de merda na sua cabeça e falam: se vira pra limpar.

Enquanto isso vc só quer ver a pessoa não ter vergonha de vc. Quer ver a pessoa ter leveza na vida dela. Não ficar se preocupando com o que os outros estão dizendo ou deixando de dizer. Eu sempre acreditei: quem não deve, não teme. Mas gosto de ver as pessoas acharem bonitinho as nossas fotos, as nossas declarações de amor. E não é me importando com os outros, é simplemente pq eu gosto de ver, é tipo sei la algo de ego talvez. Não sei explicar. É tipo pra mim.

Quero ver lá as coisas mais bobas do mundo: o meu "relacionamento sério com fulano...", uma foto minha, a gente junto e pronto. Isso me mantém viva. O triste é que eu queria que fosse natural.

Antes eu achava que era natural.

Hoje parece que não é mais. É forçado. É uma coisa pq eu quero, por que eu gosto. e não pq ele queira, goste, se importe, ou simplesmente pq ele quer me ver feliz, um ato espontâneo dele pq ele sabe que aquilo me fará feliz.

Ai eu não gosto de ficar falando que tal coisa me deixa triste pq eu queria que ele percebesse sem eu falar e fizesse algo espontâneamente, que ai eu ia ficar surpresa e todos ficariam felizes.

Só que não, essas coisas nunca acontecem.

Pq é tão dificil pras pessoas entenderem isso? 

E sabe... eu acho que ele não vai mesmo pedir pra namorar comigo denovo, e nem vai me dar um novo dia dos namorados, pq pra ele isso era zona. Pra mim era sério. Quando eu pedi isso pra ele eu falei sério. Mas não acho que ele tenha me levado a sério.

Sabe é disso que eu preciso pra superar a crise. Pra superar a paranóia que nunca passa.

Acho que sou péssima pra lidar com crises. :/

E pra completar tem todos os outros problemas alheios em volta e em cima de mim. E eu não vou conseguir resolver tudo. Pq eu não sou de ferro. Eu tento agradar a todos. Mas e eu?

Eu quero ser paparicada. :~ e só.

5 de setembro de 2012

eu e o mundo

Ok, meu, o mundo tá dando voltas e voltas. O Fernando tá aqui e por enquanto não temos visto nenhum tipo de crise. Estou tão feliz de tê-lo perto de mim. Agora é torcer para que tudo dê certo!!!

Agora lá na casa da minha mãe, o mundo virando do avesso e eu não podendo falar nada :/

aiai.

30 de agosto de 2012

eu e a minha crise que vai e vem

Ai primeiro eu tive a crise pq eu n to dando conta de estudar e to falida.

Agora eu ja to tacando o foda-se pra falência e to planejando uma viagem hehehe

Mas quero me mexer! Hj eu to mais feliz que ontem.

Eeeeeee

bjos bjos

29 de agosto de 2012

Eu e a minha vida.

Gente, eu to impressionada. Dinheiro não compra felicidade, mas viabiliza que vc faça as coisas que você mais gosta. 

Esse negócio de não ter aumento está me deixando rebelde da vida. E eu estar com muitas dividas a pagar também. Pq agora eu tô sem um puto até pra viajar ali do lado e curtir um fds. Mas espero que isso seja temporário. Agora eu ja comprei tudo que eu precisava: casa e carro, então vou quitar logo essas dívidas e vou planejar e fazer um monte de viagens e compras legais pra mim.

Ontem e hoje eu me senti meio tristinha pq eu tô só ficando em casa e não to saindo muito, nem pra ir ao cinema. E ai eu decidi que vou assistir o filme da Meryl Streep: Um divã para dois. Se eu não for hoje, vou amanhã. Descobri que hoje tem um jantar na casa da minha tia e eu nem tava muito muito muito animada pra ir não.. Meu primo é meio chatinho e o Dino é meio.. repetitivo. Mas bora lá tomar um vinho em família e relaxar a mente. 

Eu sou uma pessoa muito exigente e quando vejo que to ficando assim é pq eu to exigindo de mim mais do que eu estou dando conta agora. Mas que também preciso me mexer: preciso voltar a estudar alguma coisa. Se não for pra concurso, que seja uma nova faculdade, aquela de comunicação que eu queria tanto fazer. Acho que dá pra estudar pros dois. Mas real.. o que eu queria mesmo era uma companhia pra essas atividades estudantis. Alguém que fosse junto comigo pra biblioteca, nem que fosse pra estudar outra coisa, mas de ter a rotina junto! Ou então quando me visse desanimada, falasse: não desanima não, vamobora, vc vai atingir seus objetivos, tenha fé! 

É, não tem ninguém aqui no trampo nesse esquema, e os amigos estão cada vez mais dificeis e com outros ritmos. Ai fica só nós x nós. Por que a grana ta curta pra bancar um cursinho também. Então vamos ver como fazer né?? Se virar nos 30. 

Não é dificil encontrar alguém com as mesmas vontades, mas é dificil encontrar alguém que tenha uma rotina semelhante a sua, ou que queira te ajudar também. 

Como faz?

Eu lembro quando eu namorava o Rafael, que ir estudar na biblioteca num sábado era tipo um programa de casal hehehe acabava sendo gostoso. Era estimulante saber que você não tá sozinho na batalha. Agora ir pra biblioteca num sábado a tarde sozinho... é uma batalha cerebral: vc fica pensando no um zilhão de coisas que poderia estar fazendo com outras pessoas no mesmo dia e horário. Meu cérebro tá querendo me boicotar. Feladaputa.

Eu sei que eu deveria estudar de todo jeito, junto ou sozinha, mas é dose demais. O Felipe ta indo pra biblioteca estudar, mas ele ta indo la na católica, lá em Taguatinga.. pra mim é contramão demais!! (tá vendo como é dificil arranjar companhia?)

E eu não sei como vai ser quando o Fernando tiver aqui, será que ele topa me ajudar nessa?

27 de agosto de 2012

E agora eu ja to toda bobona dnovo hehehe

eu, ele e a mudança

Foi dificil, mas finalmente uma decisão foi tomada: ele vem para Brasília.

Eu nem acredito! Na hora eu fiquei mega ultra master feliz. Poxa, ele finalmente optou pelo mais sensato. E ainda vamos poder ficar juntos juntinhos. E ele me pareceu bem feliz e tranquilo com a nova decisão.

Mas ai vem sempre o medo. Ele anda frio, meio distante, desde quinta-feira e acha um pouco ruim de eu falar sobre esse assunto com ele. Eu não fico falando nem mandando ele fazer nada, mas eu fico curiosa pra saber se tá indo tudo bem. Fiquei super feliz quando ele me pediu ajuda para resolver algumas coisinhas :) 

Não sei se é algo comigo, ou se é a situação toda mesmo. Não é fácil fazer uma mudança de vida assim, eu sei. Mas parece que ele está bem mal de deixar os amigos dele lá. Será que ele tá com medo do que o espera aqui? É normal né, vc se sentir um pouco inseguro. Mas ele vai poder voltar la sempre. Mais tarde, dependendo de como for, pode até tentar uma remoção, nunca se sabe né? 

Eu sei que preciso manter a calma nessa hora. Estou tentando. Mas eu ainda estou ansiosa. E pra mim é um momento de bastante alegria, tê-lo aqui e vivermos uma coisa nova juntos.

Eu queria sentir essa felicidade dele também. Confesso que fico um pouco tristinha vendo ele se mostrar meio abatido com tudo isso. As vezes parece que ele tomou uma decisão que ele não queria tomar... E o cérebro humano é uma coisa né... eu fico achando que ele ta de saco cheio de mim. Mas ao mesmo tempo eu entendo que é a situação mesmo, e que eu preciso ter paciência. 

Nem tudo na vida é como gostaríamos. Pq se fosse, ele estaria feliz e radiante e tranquilo com a situação, e nós estaríamos lindos e empolgados fazendo vários planinhos de como seria a vida a partir de agora. Mas ele estar vindo já é uma grande felicidade. É como se fosse um namoro novo que está indo começar. Mas ai n deveria ter a parte triste, pq namoro novo é sempre só alegria, né? hihihi 

Mas calma, eu sei que os tempos de alegria virão. Com pedido de namoro, dia dos namorados e muitas coisas juntos. Uma coisa de cada vez, né?

Isso que dá ser de gêmeos. Eu sou muito intensa, quero tudo muito intensamente. E quero logo hahaha quero abraçar tudo num segundo. 

E viver tudo isso como se não houvesse amanhã.

13 de agosto de 2012

Eu e meu desejo

Sabe o que eu queria mesmo de verdade?

Que ele parasse de viajar na maionese, e viesse pra Brasília logo. A gente resolveria assim todos os problemas. E todo mundo ficaria feliz novamente. Eu acho. 

E quando eu falo de viajar na maionese não é deixar de realizar os sonhos não. Mas de ficar com idéias mirabolantes sobre a concretização deles. Acho que ele aqui tem mais chance de fazer algo do que lá...

Esse emprego que ele arranjou é legal, mas é temporário. Daqui dois meses volta pro zero. 

E ai ngm merece.

10 de agosto de 2012

eu e o cansaço

Hoje fazem dois meses.

E eu estou cada vez mais cansada. De me sentir nadando sozinha contra a correnteza.

De me sentir subestimada.

De ser um bode expiratório.

E de ouvir um monte de se, talvez, mais ou menos.

De ouvir um eu vou batalhar pra te reconquistar e me ver ser excluida da vida dele, mesmo que simbólicamente.

Não estou lá pra ver, o que os olhos não vêem o coração sente 3x mais.

Eu sinto sangue.


2 de agosto de 2012

Eu não sei o que fazer

Eu não sei o que fazer. 

Uma parte de mim quer arrancar essa dor de uma vez só que nem band-aid. E acabar com tudo isso e pronto.

A outra ainda tem esperança (não sei nem se é essa a palavra certa) de ser surpreendida. 

Eu queria uma prova de amor, eu queria que as coisas acontecessem naturalmente. Eu queria tanta coisa e é tanto SE, Talvez - no meio que nem eu sei de mais nada.

Eu fico mais triste ainda por saber que é um sofrimento que está sendo causado por uma situação que não é minha, mas que as decisões dessa pessoa pode influenciar na minha vida de várias formas. A postura dele pode fazer a gente ficar junto pra sempre, ou não.

A vida real é dura, e vem como um chute no saco. Eu sei que to falando muito na cabeça dele, devo estar deixando ele atordoado. Mas o medo de vê-lo cometer um erro sem volta é tão grande, que eu não dou conta de não falar nada. É o amor falando. Sei que não devia ficar falando nada. Deixar ele tomar as decisões dele e pronto. Se no final as decisões dele me incluirem na vida dele... bacana, isso quer dizer a prova de amor e ao mesmo tempo um juizo tomando conta.

As coisas aconteceram todas juntas e de uma vez só, num pancadão. Eu vejo nele uma pessoa completamente perdida. E eu me perco também pq eu não consigo enxergar a segurança. 

Uma parte de mim quer ficar e lutar. A outra quer correr, por que tem medo de isso tudo causar mais sofrimento do que já está causando - um sofrimento que eu sei que não sou culpada. Eu já me sinto frustrada. Triste e Magoada por não ter um amor correspondido à altura. Ele disse que eu sou apressada. 

Mas eu conversei com várias pessoas pra ter a certeza de que eu não estou sendo exagerada. Inclusive com o psicólogo. Não há uma unica pessoa que diga que não entende meu posicionamento e que eu estou errada. Poxa, nós temos 26 anos. Estamos juntos ha um ano e "quatro" meses... Moramos em cidades separadas. O namoro vai continuar na ponte aérea até quando? Não se sabe. Quais são os nossos planos para ficar juntos? Não se sabe!

As vezes eu sinto estar sufocando ele com o meu pedido desesperado de prova de amor. Mas é pq eu não tenho mais nada pra me agarrar que me mantenha em pé no nosso relacionamento. Não é sensato. No que eu vou me apoiar para fechar os olhos e seguir em frente?

As vezes eu vejo tudo e toda a forma como as coisas vieram acontecendo. O prejuizo tem sido tão grande. A marca que a situação deixou é tão funda... Que agora no momento em que ele mais precisa de apoio e sossego, eu também preciso de apoio. Perdi o eixo. O fato de ele ter me ignorado no momento mais dificil. E de ele ainda se irritar quando eu falo disso, é verdade - ele continuou se comunicando com o resto do mundo. Não tem como eu não me sentir rejeitada. Ele não ignorava e nem desligava o telefone na cara das outras pessoas, tenho certeza. Está tudo girando em torno dele e do mal estar dele. E das decisões dele. Eu continuo pra escanteio. Pq se eu falo o que eu sinto, eu sufoco. Se eu sofro junto, eu torno o problema mais dificil ainda de resolver. Não há espaço pra mim nesse negócio!

Eu ontem fiquei com vontade de jogar tudo pro alto pra ver se acalmava meu coração. E o que eu vi? Uma reação do tipo "tá bom". No sábado e no domingo ele disse que ia lutar pelo nosso amor, que ia provar pra mim que eu sou importante, uma prioridade na vida dele... E dois dias depois eu recebo a notícia. A oportunidade de tudo ser resolvido: o nosso problema e o dele mesmo, de começar a vida de verdade, com responsabilidade e tudo mais. Mas aí vem a bomba: ele não quer isso.

Na vida não se pode ter tudo. O meu chão que ja tava meio caído, caiu mais ainda. Ai eu comecei a não enxergar mais a luz no fim do túnel. Se ele tivesse um emprego em São Paulo, um emprego sério, firme, eu apoiaria a decisão dele. O problema é que não tem. Na atual conjuntura dele não tem nada sólido. Chega a ser completamente insensato isso. Eu vejo uma pessoa querendo realizar um sonho, mas que não tem nem um ponto de partida. É tudo meio confuso. Hoje ele diz que sabe o que quer. Mas antes ele parecia saber também. O meu medo é amanhã ele querer outra coisa, e desse samba nao sair nenhuma nota musical. De ele acabar sempre na instabilidade, sem condições pra poder de fato fazer as coisas pra ele. 

Hoje em dia é muito dificil vc ver uma pessoa se dar bem vivendo só com o talento dela. Muitas pessoas tentam conciliar as duas coisas: a responsabilidade natural que a vida exige e a realização dos sonhos. 

Pra mim parece tão claro sabe, que é possível sim ele ser feliz trabalhando sério e indo atrás do que ele gosta em qqr lugar. Mas pra ele parece tão.. distante. Tão escuro. Por que? De novo eu conversei com varias pessoas e elas também não entenderam a lógica.

Eu venho tentando fortemente entender e compreender tudo isso. Mas não consegui. Não consegui. E eu estou cansada, psicologicamente desgastada e sem saber o que fazer. 

Mais do que nunca ele deveria procurar um psicologo para ajudá-lo a expressar o que ele realmente quer e sente, e também para ele descobrir essas coisas. Pra ele se organizar. 

Me parte o coração vê-lo sofrendo e chorando. 

E eu  não quero ser a causadora desse sofrimento. É MUITO que nem a musica do Gotye. As reações dele as vezes fazem me sentir culpada. Mas de uma coisa que eu sei que a culpa não é minha. Cedo ou tarde a vida iria exigir uma responsabilidade dele. E ele tem que entender que as coisas não acontecem do nada. A gente planta, rega e colhe os frutos. 

Eu fico tão preocupada quando ele fala que o dinheiro vai aparecer, que ele vai arranjar o emprego e vai se manter. Mas não há nada concreto. Veja bem: tem um concurso, um emprego concreto, fixo, firme e na área que ele veio trabalhando nos ultimos tempos e um temporário de 3 meses que é um Se com uma vaga fixa que também é um SE. O que você escolheria? Se vc quer começar a sua vida. O que vc escolheria? Não houve uma pessoa que eu perguntei que não respondeu a opção 1. Eu tomei a cautela de me certificar com várias pessoas mais velhas também, com experiência de vida - e todas me disseram que eu to certa em me preocupar, e que sim, a opção numero 1 é a mais válida e sensata para começar a vida e para tudo. Não custa nada tentar isso, na pior das hipóteses ele vai passar um tempo trabalhando em Brasília fazendo novos contatos e aprendendo, fazendo mais curriculo e iniciando seu pé de meia.

Eu estou cansada de tentar abrir os olhos dele. Eu tentei terminar ontem pq eu sei que vai me doer muito vê-lo tomar uma decisão que tem grande chances de dar errado, e que vai causar muito sofrimento a ele mais pra frente, e é claro, se eu tiver junto, para NÓS, sofrimento para NÓS.  E sei também que EU não vou me sentir feliz vivendo uma vida cheia de SE e instabilidade em São Paulo. Sei que mais pra frente alguma hora essas coisas financeiras irão pesar. E eu teria que dar conta de tudo sozinha. A gente nunca sabe. Pode até ser que dê certo, mas se fosse pra dar tão certo assim, já não estaria começando a dar? Acho que para um dar conta do outro assim, o relacionamento em si tem que estar bem consolidado, bem estável, bem firme. Os dois terem certeza de que se um tiver um problema o outro estará ali para ajudar e apoiar. Eu não vejo isso com tanta força na gente. Vide pela crise do término. (Eu fico triste de ver que tudo isso poderia ter sido poupado, todo esse sofrimento poderia ser bem menor).

E pq sei que não posso tomar uma decisão por ele. E também não quero ser motivo da infelicidade dele. Vai que ele vem pra cá e depois fica se lamentando, brigando comigo e jogando na minha cara que ele não gosta disso ou daquilo por que eu provoquei a escolha dele.

Eu vejo que este problema não é de hoje, mas eu não imaginava a intensidade dele. Dessa vontade dele continuar vivendo a adolescência. Eu nunca vi alguém passar por um choque tão grande. E vendo ele assim com esse momento, não consigo vê-lo sem sofrimento num momento de instabilidade, se no caso do pai dele parar de financiá-lo e ele estiver desempregado. Eu só estou tentando protegê-lo, eu ja vi cada história. E eu não desejo nada de ruim a ele. Só coisa boa. Mas ele mesmo está plantando coisas agora e colhendo coisas q ele plantou nesses 9 anos de São Paulo.

Será que não vale a pena se perguntar: Não está na hora de tentar uma nova estratégia para as coisas acontecerem pra você? 

A sensação que eu tenho é que pra ele sair de São Paulo é igual morrer. Ele vai estar abrindo mão da vida. E não é assim... ele pode continuar querendo. É TUDO UMA BASE DE QUERER. Se ele quer, daremos um jeito de dar certo aqui também pra ele fazer o que gosta. Mas ele não quer, só serve se for lá. Eu não consigo entender o que é que tem lá que o prende tanto de tal forma que é mais legal e importante do que ficar perto da familia e da namorada e com responsabilidade. Ninguém proibiu ele de ir pra SP quando quiser. 

Eu não consigo conceber, entender, e juro que eu tentei e venho tentando. 

E quando me bate um lapso de egoísmo (se pode dizer que é egoísmo, pq eu acho que é mais lapso de sensatez mesmo) eu penso: pq eu to me envolvendo num problema tão grande? Por que eu to me envolvendo nisso sendo que isso não é um problema meu? Poxa, eu to aqui bonitinha, com as minhas coisinhas que eu sempre venho plantando e colhendo pra mim, com casa nova, carro,uma função de chefia aqui no meu emprego (que vale dizer, não é o emprego dos meus sonhos, mas eu agradeço a Deus todos os dias por tê-lo, pq atraves dele eu posso fazer muitas coisas que são meu sonho: eu comprei meu carro, comprei minha casa, viajo para lugares que gosto e muito em breve vou montar o meu negócio dos doces que é o meu sonho maior. E com a minha estabilidade financeira agora, eu tenho a tranquilidade pra fazer outra faculdade, no curso que eu gosto de verdade, pq nunca é tarde pra aprender). Não seria justo eu largar tudo isso q eu construi durante uma vida toda, pra viver uma instabilidade em outra cidade, algo que não está construído. E isso não quer dizer que eu não acredite no potencial dele. Mas que ele não está sabendo usá-lo e talvez ele mesmo não saiba o que de fato quer comigo, pq na verdade nem ele não sabe o que quer pra vida dele de fato.

Esse é um momento muito importante pra ele. É AGORA que ele vai começar a traçar o caminho da vida adulta e responsável (ou não). É agora que ele precisa se mostrar firme. É MUITO dificil. Por que veio tudo junto. E além do problema dele sozinho, do trabalho, carreira e etc. Tem eu. Eu e o pedido da prova de amor. Eu e o "até onde vc seria capaz de ir para ficar comigo?". O que vc faria por nós dois, para ficarmos juntos, morarmos juntos, viajarmos juntos, e um dia quem sabe termos filhos juntos e fazermos uma família feliz? É hoje que se começa plantar a sementinha pra ser colhida mais pra frente. E pra mim é triste a gente ter q passar por uma crise tão grande e insana para ter essa provação. Eu vejo a gente numa corda bamba meio no vai ou racha. A forma como tudo vem acontecendo eu tenho a sensação de que ele acha que tem que abrir mão dos sonhos dele pra ficar comigo. E que ele não está disposto ainda a isso. Que eu não sou ainda a mulher que ele vê como mãe dos filhos dele. E pra ser a mulher da vida da gente, a gente sabe. A gente sente quando é a mulher da vida da pessoa. Eu to desconsolada por não sentir isso. Eu sinto que ele me ama. Mas não sei se ele daria a vida por mim (vamos assim dizer). 

E eu mereço isso? Eu estou querendo entender o que é que Deus está querendo me provar ou me mostrar com essa provação e com esse sofrimento todo.

E infelizmente aconteceu tudo de uma vez só. Eu compreendo que pra ele não deve estar sendo nada fácil. E peço desculpas por não estar sendo forte o sufienciente para lidar com isso de uma forma menos desesperada e triste. Eu batalhei tanto e investi tanto no nosso relacionamento, sonhei tanto para ve-lo ficar assim desse jeito. Eu queria muito saber onde foi que eu errei! Eu sou uma pessoa romântica, quando eu me apaixono é pra valer. Eu não namoro pra ver no que vai dar. Eu namoro pra construir um relacionamento pra vida toda. 

Caso contrário não é melhor ficar solteiro? Se namorar fosse fácil tava todo mundo namorando. Namorar tem q ser junto, um nós, um futuro. 

Mas pra ele n eh isso, eu sou apressada. :/ fiquei profundamente magoada ao ouvir isso. Essa é a prova de amor que eu recebo.

Enqto isso eu só sonhava com rosas, um pedido sincero e adulto (sem a voz infantilizada que atualmente não tem me ajudado muito, pois só me faz pensar na vontade que ele tem de continuar sendo um menino...) de desculpas pelo sofrimento causado, um olhar profundo nos olhos... e um sonho de uma vida juntos. A bolha da gente sem nenhum furinho :/ Na verdade uma grande prova de amor seria ele vir pra Brasília. Mas sei que isso não vai acontecer, não por minha causa. Não por ele querer ficar comigo de fato. Seria tipo só um resultado.

Parece que é pedir muito.