6 de dezembro de 2012

mais um tiquinho

— Obrigada por me ouvir. Acho que eu só precisava falar um pouco sobre o assunto. E eu agora entendo melhor, mas não estou preparada para abandonar tudo, não ainda! — Seu espírito estava obviamente mais iluminado, como ela mesma disse, o queixo para cima novamente: — Além disso, Sean precisa apenas crescer. E ele tem que crescer, você não acha?

Por que uma jovem mulher brilhante, atraente, cheia de energia e capaz como Melanie necessitava de um relacionamento tão cheio de dor e de opressão como o que mantinha com Sean? Por que para ela e para outras mulheres que cresceram em lares profundamente infelizes, em que a carga emocional era pesada demais e as responsabilidades grandes demais, o que parece bom e o que parece ruim confundiram-se e emaranharam-se e, finalmente, tornaram-se uma só coisa?

Melanie não apenas sobrevivia no caos, mas, na verdade, exigia de si mesma essa sobrevivência. O peso que ela carregava ajudava a evitar sua própria dor e pânico. Ele a afundava e aliviava ao mesmo tempo.


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