19 de dezembro de 2012

Férias

Recesso chegando e eu to muito animada!!! Fazia tempo que não me sentia assim tão frenética ;) 2012 foi um ano dificil (ao passo que 2011 foi um ano bem feliz :). Acho que é cíclico e 2013 será um ano bem bem beeeeeeeeeeem feliz e cheio de coisas novas e boas. 

Mas hj é dia de acordar em Brasília e dormir em Maceió-ó-ó! Delícia!


18 de dezembro de 2012

Terça

Mais um dia traquilo. A cada dia que passa vou me acalmando mais. Aceitando mais a realidade a mim imposta. Agora que tomei a decisão de não pensar mais nisso, de não ficar tentando mais, estou me sentindo mais tranquila. As vezes a gente precisa aceitar o que não está sob nosso alcance... E viver. 

Fui ao shopping ontem e nada melhor do que fazer compras. Tava me sentindo bonita ontem. Comprei uma roupinha linda pra usar no reveillon, n custa nada ser um pouco supersticiosa neste momento: roupa nova para entrar o ano novo com tudo novo, tá a calcinha vai ser velha msm, mas ta valendo.

E depois ainda fui pra academia, malhei legal até, e conheci alguns vizinhos meus. Tinha um casal lá e mais dois meninos. E eles riram da minha cara qd a esteira parou do nada e eu tava distraída correndo e soltei um gritinho "eita porra" super delicada... quase que eu caí.

Depois, fiquei vendo um pouco de tv, curtindo :) Agora to cansada pq eu dormi tarde demais e acordei mto cedo. Fui no shopping dnovo com meu pai e dpois fui fazer as unhas, to linnnnda pro natal! 

2013, vem em mim q eu to pronta pra te usar!


17 de dezembro de 2012

Segunda

Já to no clima do recesso! O Fds foi animado, gostei bastante! Na verdade eu não fiz muitas coisas, mas fiz coisas essenciais pra mim, e isso é tudo baby.

Acho que estou recuperando a minha sanidade :)

E to com uma vontade de comer um churrasquinho assim: 


13 de dezembro de 2012

pra mim chega.

Eu preciso botar um ponto final nisso. Pq eu fico falando falando falando e não vejo nada acontecendo e ainda sou obrigada a ouvir peripécias do tipo "a gente terminou por que o namoro tava ruim". Ah tem dó. Ele surtou comigo quando eu achava que tava tudo bem. Se não tava tudo bem pra ele pq ele nunca falou? Ele disse que ele tava em crise, que ele não tava bem com ele mesmo. E agora vem falar que o namoro não tava bom? Ah nem. 

E fica dizendo que me ama, que vai me amar pra sempre. Mas ae tá bom e ai? Vai fazer o que? Nada né? Só falar e ficar sendo fofo comigo por mensagem, mas na hora que me ve sofrendo fica todo sequinho. Parabéns pela GRANDE demonstração de amor. 

E ai diz que não sabe o que está acontecendo. Mas que quando souber vai me avisar. Ok e vc quer o que de mim? Que eu fique vendo vc me tratar fofo uma hora rude outra hora e alimentar uma esperança que francamente... Não sei mais. É tudo muito enlouquecedor isso. É desumano. 

Eu me pergunto, isso é amor? Você ver a pessoa que vc diz amar sofrendo e vc ter estômago pra dizer "perae, q eu vou pensar aqui... e um dia eu falo com vc, tá bom? Mas ó, eu vou te amar pra sempre tá?". Sério olha bem pra minha cara! Você dizer que vai amá-la pra sempre mas não se move pra tentar melhorar nem um pouco a situação. A unica coisa que acontece é pensar.

Eu to cansada de ter surtos por conta dessa instabilidade dele. Eu não sou assim. E eu não consigo ser mal tratada por uma pessoa que tem a frieza de mudar de 8 pra 80 em dois segundos. De mandar uma mensagem fofa e ser todo "ai eu to de saco cheio de vc me enchendo o saco" no telefone. De ver a pessoa olhar pra vc e te tratar como lixo descartável. Tipo "ah vc ta sofrendo por mim, que legal. Então.. o Jogo do São Paulo..."

Cansei. Cansei de ser fofa, cansei de chorar, cansei de ficar rastejando por alguém que não me dá o valor que eu mereço.

Eu me dediquei muito por esse relacionamento pra ficar ouvindo um "eu não sei o que eu quero com vc". Eu sei que tenho meus defeitos, que não são poucos. Mas sei que ISSO não é culpa minha. Isso não foi causado por mim. Pode ser que agora eu não esteja de fato ajudando muito. Estou ansiosa e sofrendo. Mas quem não fica, com uma corda bamba dessa? Com esse io-iô vai-não-vai? É, admito que eu sou burra, uma vez que eu terminei deveria simplesmente ter cagado pra cara dele e ter ido viver minha vida. Mas se coração fosse esperto, todo mundo tinha um né? Inclusive ele. 

Ontem foi a ultima vez que eu me mexi pra algo. Minha auto estima agradece. Se ele se preocupasse de verdade comigo, me vendo naquele estado ele teria ido lá em casa para tentar me acalmar. 

Mas não.

E eu sempre deixo ele nessa porra dessa situação cômoda. Ele faz tudo o que ele quer. Sempre foi assim né? Mas pra mim chega. Quer ir pra São Paulo? Vai. Quer beijar outras? Beija. Só não me faz de idiota. Não diga que me ama, se não vai lutar pelo meu amor. 

E sabe eu espero de verdade que ele entenda a insígna: a gente só dá valor, quando perde. E quando perde pode ser tarde demais. Um dia eu espero que ele possa ver e enxergar tudo que tentei fazer por ele e por nós dois. 

Quero ver o que ele vem tentanto fazer por nós? OU até mesmo por ele mesmo!

Um dia desses eu vi ele mesmo se esquivar de tentar se tratar. Alguém dizer que ta esperando melhorar pra ir na psicóloga só pode estar tentando se esquivar. A psicóloga a gente vai quando tá morrendo, sofrendo. Não quando estamos só sorrisos. Quando estamos mais frágeis é que fica mais fácil de visualizar o problema. 

Mas sério cansei de tentar ajudar. Pq parece q eu só dou murro em ponta de faca. Nada acontece... Pelomenos eu não consigo ver nada melhor acontecendo, pq ele não fala né? Igual ele dizer que fala de mim todo dia la na casa dele.. Uai gente eu n to lá pra ver ou pra saber. Pra mim ele simplesmente não está se importando, e o comportamento dele está sendo individualista.

Pros amigos dele ele fala que tá preocupado comigo, de me dar uma estrutura de vida e etc. Pra mim eu nunca vi ele ter essa preocupação. Só vi se preocupar com o cinema. Não vi nem tentar ficar junto de verdade. 

Tudo isso começou quando eu pedi um pouco mais de responsabilidade com ele mesmo. Sabe, quando vc vê uma pessoa se afundando vc deixa ela se afundar, ou vc avisa? Eu aviso, mesmo que 99% das vezes eu tome no cu gostchoso, pq é muito mais facil falar q eu to sendo chata, do que realmente perceber e reconhecer tudo o que eu to dizendo.

Sei que ele se esforçou muito pra ficar comigo. Vi pessoas dizendo que não conheciam esse lado dele. Talvez seja esse o problema. Ele se transformou numa pessoa que não é ele pra tentar ficar comigo e não aguentou usar essa máscara tanto tempo. Não digo que foi em vão, ele conseguiu me fazer apaixonar por ele. Mas ele se cansou tb. E sei la, talvez pra ele não valha a pena o sacrifício.

E eu cansei de ficar tentando sozinha.
 


12 de dezembro de 2012

Vazio

Hoje eu acordei melhor de saúde. Mas preciso melhorar meu estado de espírito. Ando sentindo um vazio. E sei la, as vezes eu acho que meu jeito expansivo afasta as pessoas. Tirando o Felipe, eu sinto que tenho amigos, mas não tenho uma amiga pau pra toda obra. Não que eu precisasse de fato ter uma... Mas sei la, coisas da minha cabeça. A vida adulta eu acho q naturalmente afasta as pessoas com a rotina que temos. Por isso é tão bom vc namorar e se relacionar a dois. Pq vc sabe que aquela pessoa ali será o seu pau pra toda obra, e vc será dela. 

É isso que me mantém viva. O compromisso que uma pessoa tem com a outra. Não é tão dificil assim, e não é uma exigência. É algo que acontece naturalmente. Um dia eu ainda vou encontrar o meu compromisso. Talvez ja tenha encontrado mas em tempos errados, talvez não. Tudo sempre depende do querer.

Eu agora preciso aprender a lidar com isso, e a reaprender a viver sozinha. Afinal se vc for contabilizar, foram seis anos tendo pessoas ao meu lado. Eu me acostumei com sempre ter alguém ali me fazendo companhia, mesmo com todos os problemas. Engraçado que de um relacionamento pro outro eu não tive muito tempo, e me envolvi e me entreguei na maior velocidade. Por que eu sou intensa. Muito intensa. 

Sei que apesar de todos esses problemas e dessa fase dificil, eu estou me conhecendo melhor. Estou em busca de criar um novo eu, tipo pri versão 2.7, não garanto que eu vá conseguir mudar ou melhorar tudo, mas com certeza estarei me esforçando para ser uma pessoa mais atenta aos meus defeitos.

E é isso... Uma ótima tarde.

11 de dezembro de 2012

procurando boas vibes

É, eu to doente. A cerejinha que faltava no bolo dos meus problemas. Aiaiai to com a semana LOTADA de coisas pra fazer e ai venho e fico doente.. óh céus.

Mas tudo bem pelomenos eu continuo fazendo as coisas, e apesar de não ter conseguido ir malhar hoje de manhã, agora a internet la de casa está arrumada, e a tv a cabo tb. Merece comemorações!!! Recebi uma encomenda hoje, fiquei super feliz, e mesmo estando doente ja comecei os preparativos. Tomara que eu encontre as caixinhas ideais para faze-las. É uma leva bem grandinha e eu fiz por um preço camarada pra pessoa, por que é a primeira encomenda grande e é uma forma de divulgação. Além de ser muito meu amigo. Tomara que eu encontre a bandejinha! Vou no rei das embalagens amanhã pra olhar o que temos!

Ah e hoje eu to bem positiva, tenho de andar com pessoas positivas, que me coloquem pra cima.

Ah e eu esqueci meu livro pra estudar hoje. Tô penando com os processos aqui aiaiai.

Vou postar uma imagem que diz tudo por hoje.... Cair faz parte, mas levantar de volta é viver!



9 de dezembro de 2012

hoje eu acordei...

Desesperada. Do mesmo jeito que eu venho tendo pesadelos, tive mais um hoje, esse foi avassalador. Eu sonhei que descobria que ele já estava namorando outra. Assim, sem mais nem menos, sem cerimônia. Aquele que mesmo depois que terminamos disse que pra sempre iria me amar. Foi tão desesperador. Acordei chorando e é horrivel. É horrível lidar com tudo isso. Acho que tô assim pq conversei com ele ontem, e senti a frieza dele. Me tratou com tanta distância, ok não precisava me chamar de amor - pq eu pedi para parar de me chamar de amor. Mas não precisava parar de demonstrar que se importa. Fiquei impressionada como semana passada ele mandava mensagem e parecia se importar e como nessa semana ele simplesmente parou. Parece que não quer saber como eu estou. Quando vejo ele assim eu penso que realmente não iremos voltar, pois ele não quer...ele não tenta. Sei lá. 

Eu penso que me iludi esse tempo todo. Desde o dia em que começamos a namorar... Por que não foi algo que partiu dele. Não foi ele que virou e falou "vamos namorar?". Eu lembro do que ele disse no dia: "ah pra mim tá bom do jeito que tá, mas se pra vc é importante dar nome, tudo bem". "Pode botar no facebook". Eu fiquei tão cega e feliz que nem me importei com isso, só com o resultado: agora estamos namorando! Eeeee!

Depois veio a nossa primeira briga, onde ele disse que o amor que ele sentia por mim era de menino, e que ele não pensava em planos. E mesmo assim eu continuei ali. Algo me mantinha ali. Eu amava o jeito que ele me tratava, o carinho que ele me dava. E achava que eu ia conquistá-lo, faze-lo me amar tão intensamente a ponto de querer ficar comigo, sonhar comigo e viver comigo. Eu realmente acreditava na gente, mesmo com todas as diferenças. 

Quando vi esse post dele, eu me apaixonei mais ainda, achava que ele estava amadurecendo e que iriamos ficar juntos pra sempre:

"Meu amor: eu estou sem palavras, eu fico lisonjeado com tantos elogios que vc me faz. Saiba que eu batalho e tento superar as minhas limitações (que são enormes) para que a gente tenha um namoro feliz igual o que a gente tá tendo. Tento dar o meu melhor, e às vezes consigo até superar o que eu achava que era o meu melhor. Obrigado! Obrigado também por todos os presentes, às vezes você acha que é uma coisinha boba, mas pra mim tem um significado enorme, eu adorei todos os presentes até hoje!

Só posso te dizer que a nossa história já é linda, e com a gente as coisas acontecem de forma natural, e isso é genial! E sabe porque? Porque nós temos uma cabeça boa, a gente vê com cuidado e respeito cada situação que nos envolve, a gente sabe dos nossos próprios defeitos e respeita os defeitos do outro, porém somos otimistas e valorizamos as qualidades, que, no seu caso, são imensas!!! E, acima disso tudo, o nosso amor é puro!! Com vc ao meu lado, priscila, eu não tenho dúvidas em dizer: o amor existe.

amo muito você
fernando"

Foi a declaração de amor mais linda que ja recebi na vida. Pena que ela não pe total verídica... As coisas não eram naturais se ele tinha que fazer um esforço sobrehumano para superar as limitações dele. E se a gente tivesse cabeça boa assim e nos respeitássemos de verdade, não teria terminado como aconteceu na primeira vez, de simplesmente parar e deixar a gente doido. 

Acho que ele já não me queria mais mesmo, só não tinha coragem de dizer. E eu tenho de me acostumar a ideia de que ele não virá atrás. Que ele não irá me procurar pra saber como estou. Bem tem dias q eu fico bem, tem dias q eu fico mal. Aos poucos vou tentando tocar a vida pra frente. Eu tenho a terrivel mania de deixa-lo com a sensação de segurança, de q eu vou estar sempre ali esperando. Mas não. Isso são momentos de desespero, de crise, de inconformação com a frieza como as coisas acontecem. Hoje fez uma semana q eu falei pra ele parar de me chamar de amor. E que eu disse que não iria ficar correndo atrás dele, que quando ele quisesse ou soubesse o que quer, pra ele vir atras de mim. E em uma semana, ele sequer mandou uma mensagem querendo saber como eu estou. 

Ploft a verdade vem como um tapa na cara, que só eu não queria ver. Como alguém que me diz que me ama, e que vai me amar pra sempre como ele disse na segunda feira, simplemsente me trata com tanta frieza e não me procura?  Eu preciso aprender a lidar com essa ausência. Eu preciso aprender a me acostumar com a idéia de que ele não vai tentar. 

Por que ele pode até ter vindo a me amar, ou gostar de mim, mas não com a  mesma intensidade. Não com a mesma vontade. Pra ele qualquer coisa tava bom... E tanto faz eu fazer parte da vida dele ou não...

Essa sensação de ser descartada como lixo é que me mata. Tipo "ah vc ta me enchendo o saco, quero mais não. Tchau." Eu sei que eu mereço mais do que isso. Só não sei pq eu fico do jeito que eu fico, sabendo que eu mereço mais. 

Estou com vontade de ligar pra ele. Mas não vou fazê-lo. Já mandei uma msg... vamos ver se eu consigo me manter quieta. 

Eu me sinto tão burra sabe. Pq olhando num geral do nosso relacionamento, teve coisas muito fofas e boas, o show do red hot, a cirurgia q ele cuidou de mim, a orquidea, o buque de rosas, os presentes, o pingo, os toads, a almofada para dormir. Os momentos de carinho, os beijos no mercado. Tudo parecia muito verdadeiro, e de repente, até foi. Mas algo se perdeu no caminho, quando comecei a cobrar dele uma responsabilidade maior com ele mesmo. Será que ele me culpa pela tristeza dele? Eu só estava tentando fazer o bem pra ele. Eu só queria faze-lo feliz. Mas nada tava bom... ele começou a ser hostil comigo. Quando ele terminou comigo rapidamente ele parou de falar comigo. Eu surtei com isso. Ligava toda hora, chorava, perguntava por que.. o que foi que eu fiz... Ai ele veio aqui umas tres vezes querendo voltar. Mas ele queria voltar e continuar vivendo do jeito que tava... mesmo depois de ter sido chamado em um concurso pra ter um emprego bacana e ficar perto de mim. Ele veio. E ao mesmo tempo que dizia q eu era a coisa mais importante pra ele aqui, mas as atitudes dele no dia a dia dele era meio que "tanto faz..." ele não queria sair, não queria fazer coisas diferentes... tudo tava ruim... isso contaminou nosso namoro....

Ai ele decidiu ir embora pra São Paulo viver o sonho dele. Ok, eu acho super bacana, apoiadíssimo, desde que ele leve o emprego junto. E ai eu pergunto da gente... e a hora q ele deveria dizer poxa amor, vamos ver como faremos direitinho, quero que vc vá comigo, a gente aluga um apê legal e tal... Sabe, ter a iniciativa. 

Percebo que no nosso namoro ele nunca teve a iniciativa.  Nem mesmo para decidir as coisas dele. O que é melhor pra ele. Quando ele decidiu vir pra cá, ele falou todas as opções e possibilidades que eu ja havia dado a ele antes, como se fossem ideias novas dele. Parece que meio que pra ele, ouvir o conselho de alguém pode ser valioso, mas que pra ele só vale o que ele acha. 

Ah e mentira, ele teve iniciativa sim, mas quando estavamos lá no mundo dele, em São Paulo. Depois que veio pra cá ele nao demonstrou interesse em conhecer um mundo novo, o meu mundo. Ele não quis interagir e amenizar a dor dele. O que mais me entristeceu foi isso, ele veio e não quis ingressar no meu mundo, não saia espontaneamente. A gente só saia pra jantar quando eu chamava. Ai a gente termina e ele começa a ter a iniciativa de sair, mesmo que pouco. Com os amigos dele ele vai pro barzinho (ele pode até dizer que nao foi tão divertido assim, mas foi.) ele vê gente estranha e tudo mais. Comigo ele não queria, só queria ficar em casa. Com os amigos ele fez o esforço de tentar sair, comigo não. E isso que me entristece, me sinto desvalorizada. O comportamento dele tem me desvalorizado. E contradiz com os "eu amo você pequena". 

O certo não seria ele mostrar que faria qualquer coisa pra me fazer feliz também? E mostrar q eu sou importante pra ele? 

As vezes eu penso em jogar tudo pro alto e tocar a vida. E as vezes eu fico tentando entender o por que disso tudo. Por que chegou nesse ponto? Por que eu deixei ser assim? 

Eu sei que eu tenho uma necessidade muito grande de ajudar ele, que não quero ver ele se afundar. Mas ficar tentando ajudar quem não quer ajuda é desgastante. Pelomenos ele tem um emprego agora... foi a unica coisa q eu consegui fazer por ele também.

É lamentável ver que ele está perdendo alguém que realmente se importa com ele, pq nem ele mesmo se importa com ele mesmo. 

Uma coisa eu sei, nisso tudo, uma coisa eu tenho certeza: eu te amei até o ultimo segundo. Mas uma hora a gente percebe que precisa se amar mais. É DESTRUTIVO viver num relacionamento assim. Está me doendo muito, mas eu preciso acreditar que realmente foi a melhor decisão. Pq eu iria viver sempre frustrada, por amar alguém que não me tem como prioridade na vida dele, e que não luta para ficar comigo.  Que fala pros outros verem como eu estou. Não. Seja homem, me ligue pra saber como eu estou. Não se esconda no meio mais facil de resolver as coisas. Reflita sobre você. A gente só cresce e aprende, refletindo e tendo o desejo de mudar para melhor. 

Pode ter certeza que eu estou fazendo isso. Eu to sofrendo PRA CARALHO, mas eu sei que vou me levantar. E vou me levantar melhor do que quando caí, tenho fé.

Eu tenho é de ser mais orgulhosa. E ver que se ele quiser ele vai dar um jeito de vir atrás. Acho que ele tá é muito seguro de que eu to sofrendo, e de que eu vou estar sempre ali.. esperando. Não eu não vou ficar sempre ali esperando, por mais que eu o ame, efeito io-iô é muito cansativo e destrutivo, e enquanto eu tiver forças vou lutar contra esse efeito.

E ele deveria ler meu blog. 

8 de dezembro de 2012

sentimento

acho que é bem isso...

"Bem, despedimo-nos sem termos as coisas acertadas, mesmo após eu ter aparecido com planos e mais planos, tentando resolver todos os problemas envolvidos na sua vinda. Senti-me deprimida após nos despedirmos e, eu não sabia por quê, um pouco incomodada por não ter sido capaz de consertar tudo e fazê-lo feliz."

"Seria difícil exagerar o grande custo emocional que esse tipo de relacionamento, uma vez começado, acarreta para a mulher envolvida. Quando ela pára de relacionar-se com o homem que ama demais, sente-se como se uma energia dolorosa de alta voltagem corresse pelos nervos e os deixasse em pedaços. O antigo vazio surge e gira ao seu redor, levando-a para o mesmo lugar onde o terror da infância de ficar sozinha ainda vive, e ela tem certeza de que se afogará na dor."

interessante

Imannuel Kant, filósofo, afirmava que “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”. Imaginem alguem ao seu lado, por mais importante que seja em sua vida, dispondo de toda a força que tem para tentar com suas palavras, gestos ou pensamentos, levantar o seu braço. Simplesmente impossível. Ou fazer seus dedos mexerem e escreverem no papel uma linda poesia. Esqueça, seria perda de tempo. Só você é capaz de executar tais tarefas, pois os dedos e braço são seus. Os outros podem ter a lanterna que ilumina o caminho, mas a caminhada e o mérito de vencer a distância serão sempre seus.

 É, parece que era isso que eu vinha tentando fazer. Ajudar o outro a vencer. Mas quem tem que querer fazer ou seguir o caminho é ele. É uma perda de tempo ficar tentando batalhar por alguém que não quer a sua ajuda para crescer. É triste. Mas eu venho aprendendo a lidar com o fato de que talvez eu tenha que aceitar a idéia de não ser necessária, mas ao mesmo tempo não ver a pessoa se afundar. Não consigo, é instintivo tentar ajudar quando vejo a pessoa caindo e caindo e caindo.... e não poder fazer nada, não intervir.

7 de dezembro de 2012

entendimento

Eu ainda estou lendo o livro, mas percebo que eu não sou exatamente como as moças lá descritas, mas que lendo esse livro eu consegui compreender muito melhor alguns comportamentos e atitudes minhas. E depois eu explicarei melhor aqui. Preimeiro vou terminar de ler o livro.

obsessão?

Não sei como exprimir minha obsessão por ele. Cada vez que ele me deixava, sentia-me mais atraída por ele, não menos. E, quando voltava, ele dizia querer tudo o que eu tinha para lhe dar. Não havia no mundo sensação mais intensa que aquela. Eu tomava-o nos braços e ele chorava, e dizia que fora um tolo. Aquela encenação durava apenas uma noite, e então as coisas começavam a se desfazer novamente. Eu me esforçava terrivelmente para fazê-lo feliz, para que não me deixasse novamente.

Na época em que ele abandonou o casamento, eu estava praticamente acabada. Eu era incapaz de trabalhar, ou de fazer qualquer outra coisa a não ser sentar na cadeira de balanço e chorar. A impressão que tinha era de que estava morrendo (essa foi a sensação que eu tive da primeira vez q ele terminou comigo e simplesmente desapegou de uma forma tão... tão....). Tive que conseguir ajuda para não procurá-lo novamente, porque eu queria muito fazer com que tudo desse certo. Mas eu sabia que não sobreviveria àquele círculo vicioso. (eu não consegui essa ajuda e eu fiquei atrás dele até q ele veio querendo voltar...)

Três semanas após eu ter deixado o hospital terminei o relacionamento com ele, mas tive que ter muito apoio. Minha irmã, minha mãe e minha terapeuta ajudaram-me a superar aquilo. Fiquei terrivelmente deprimida. Eu realmente não queria parar com o relacionamento. Ainda sentia que ele precisava de mim e tinha certeza de que, com um pouco mais de esforço da minha parte, poderíamos superar juntos a situação. (iludida né?)

minha mãe

como minha mãe afeta tudo isso:

"Ela dizia-nos que éramos más e que causávamos problemas para ela, dizia que éramos "boas para nada" (essa era uma de suas frases preferidas). A ironia era que todas as suas críticas apenas faziam com que eu e minha irmã nos esforçássemos cada vez mais para sermos boas, para sermos valorosas."

e o fato de eu tentar ser boa pra ele e mesmo assim não ser suficiente, foi... exaustivo pra mim. Foi um baque. Um quê de "boa pra nada".

"Cresci sentindo-me muito só, muito desprotegida, amedrontada e desvalorizada, tentando todo o tempo compensar o fato de ser um peso. Lembro-me de que costumava consertar as coisas quebradas na vizinhança, querendo guardar dinheiro e, de certa forma, ganhar meu sustento.

Isso aqui parece eu saindo do meu namoro com o Rafael e embarcando em outro..

Cresci e casei-me com dezoito anos porque estava grávida. Fui infeliz desde o início. Meu marido criticava-me o tempo todo. Sutilmente no começo, e depois mais cruelmente. Na verdade, eu sabia que não estava apaixonada por ele e casei-me assim mesmo. (a sorte é que eu não casei, o desespero foi grande antes). Não pensei que tivesse outra escolha. Foi um casamento de quinze anos (depois de ter percebido eu demorei dois anos pra terminar, é uma versão mini dessa história, eu achava que podia melhorar, que alguma hora ia ficar bom, que era só uma ma fase), pois levei todo esse tempo para acreditar que ser infeliz era motivo bastante forte para conseguir o divórcio. Saí daquele casamento desesperada atrás de alguém para me amar, mas sentindo-me desvalorizada e um fracasso, e certa de que não possuía nada para oferecer a um homem bom e gentil. (eu acreditei que estava pronta pra me envolver de novo, e me envolvi, de corpo e alma, e mais fundo ainda do que antes.)


E agora eu vejo com clareza

Se for seguir a lógica do livro, o Rafael era a minha mãe. E o Fernando o meu pai. E nenhum dos dois faz bem pra mim. Será? Eu sempre quis zelar pelos dois. A mágoa e a insatisfação por eu não ser perfeita e ver minha mãe exigir isso de mim sempre, me tornou a pessoa que eu sou. Percebo que apesar de cada um deles se parecer com um familiar diferente, há uma conexão: os dois são pessoas que possuiam algum tipo de problema. E eu me sentia confortável em tentar zelar e cuidar deles, de ajudar a resolver esses "problemas". E quando eu encontro a resistência à ajuda, eu sofro. Eu vejo que eu fazia com o Fernando coisas que me fazem lembrar minha mãe com o meu pai (ou comigo, acho que mais comigo do que com ele). (não com a mesma intensidade, não tão impositiva, pq eu sempre lutei pra não fazer parecido.) Hoje meu pai mesmo fala pra mim que não é saudável eu ficar com alguém que não sabe o que quer comigo, que não sabe o que quer da vida. Mas sabe, querer que a pessoa seja o melhor dela na verdade é o que minha mãe fazia comigo. Numa forma diferente e em um nivel muito mais intenso. Ela queria q eu fosse perfeita pra satisfazer ela. Eu queria que ele se desse bem para q eu pudesse ficar com ele, para q eu me sentisse segura ao lado dele. E eu estava disposta a qualquer coisa no mundo maluco dele. Mas desde que ele quisesse tb. E ele não quis, rejeitou todo meu desejo e carinho e zelo.


"É um velho clichê no campo da terapia o fato de as pessoas fre-qüentemente se casarem com alguém absolutamente igual à mãe ou ao pai, com quem entram em conflito durante o amadurecimento. O conceito não é muito exato. Não é tanto o fato de ser o parceiro que escolhemos absolutamente igual a mamãe ou papai, mas o fato de que com esse parceiro somos capazes de ter os mesmos sentimentos e enfrentar os mesmos desafios que encontramos ao crescermos; somos capazes de reproduzir a já tão conhecida atmosfera da infância, e usar os mesmos artifícios nos quais já temos tanta prática. Isso é o que, para muitos de nós, constitui o amor. Sentimo-nos à vontade, confortáveis e extraordinariamente "corretos" com a pessoa com quem podemos nos comportar familiarmente e sentir todos os sentimentos familiares. Mesmo que nosso comportamento nunca tenha sido correto e que os sentimentos sejam desconfortáveis, são o que conhecemos melhor. Temos aquela sensação especial de pertencermos ao homem que nos permite, como sua parceira, dançar com os passos que já conhecemos. É com ele que decidimos tentar fazer com que o relacionamento dê certo."

antes da filosofia

Ela é eu, e ele é ele:

O fato de os oportunos presentes financeiros da mãe dele bloquearem con-venientemente qualquer tendência ao seu crescimento e maturidade, era certamente um problema para o casal, mas não o problema, como Melanie preferiu enxergar, O que estava realmente errado era o fato de ali estarem duas pessoas cujos insalubres padrões de vida e atitudes em relação ao mundo, embora diferentes, se entrosavam tão bem, na verdade, que possibilitavam um ao outro permanecer nessa insalubridade. Imagine os dois, Sean e Melanie, como dançarinos num mundo em que todos são dançarinos e crescem aprendendo sua rotina individual. Devido a acontecimentos e personalidades específicos e, mais que tudo, ao aprender as danças que foram executadas por eles durante a infância, Sean e Melanie desenvolveram separadamente um único repertório de passos, movimentos e gestos psicológicos. Então, certo dia, encontraram-se e descobriram que suas danças parecidas, quando executadas juntas, sincronizavam-se magicamente numa dupla extraordinária, num pas-de-deux perfeito de ação e reação. Cada movimento realizado por um era correspondido pelo outro, resultando numa coreografia que permitia às suas danças unidas fluírem ininterruptamente, em pêndulo. Todas as vezes que ele abandonava uma responsabilidade, ela a tomava imediatamente para si. Quando ela assumiu toda a carga familiar de educar a família, ele caiu fora, dando a ela bastante espaço para desempenhar sua tarefa com zelo.
Para Melanie, a dança podia ser excitante algumas vezes, e com mais freqüência uma dança solitária; ocasionalmente, embaraçosa ou exaustiva. Mas a última coisa que queria era parar com a dança que conhecia tão bem. Os passos, os movimentos, tudo parecia tão certo que deu à dança o nome de amor.

O problema é que ao mesmo tempo que parecia dar certo, parecia dar errado, no momento em que vc se sentia impedida de continuar a exercer a sua atividade zelosa. A partir do momento que ele deixa de querer o seu zelo. Ele simplesmente... não sabe.

E a pergunta é:

"COMO VOCÊ VEIO A CASAR-SE COM ELE?" BEM, COMO VOCÊ RESPONDERIA ISSO A ALGUÉM? COMO ELE BAIXOU A CABEÇA DE FORMA AUTODEPRECIATIVA E ERGUEU OS OLHOS PARA TE OLHAR TIMIDAMENTE, COMO UMA CRIANÇA FAZ. . . COMO ELE SE INFILTROU EM SEU CORAÇÃO: DOCE, ENCANTADOR, BRINCALHÃO. . . ELE DISSE: "VOCÊ É TÃO FORTE, QUERIDA". E EU ACREDITEI. EU ACREDITEI! MARILYN FRENCH, The Bleeding Heart

6 de dezembro de 2012

mais um tiquinho

— Obrigada por me ouvir. Acho que eu só precisava falar um pouco sobre o assunto. E eu agora entendo melhor, mas não estou preparada para abandonar tudo, não ainda! — Seu espírito estava obviamente mais iluminado, como ela mesma disse, o queixo para cima novamente: — Além disso, Sean precisa apenas crescer. E ele tem que crescer, você não acha?

Por que uma jovem mulher brilhante, atraente, cheia de energia e capaz como Melanie necessitava de um relacionamento tão cheio de dor e de opressão como o que mantinha com Sean? Por que para ela e para outras mulheres que cresceram em lares profundamente infelizes, em que a carga emocional era pesada demais e as responsabilidades grandes demais, o que parece bom e o que parece ruim confundiram-se e emaranharam-se e, finalmente, tornaram-se uma só coisa?

Melanie não apenas sobrevivia no caos, mas, na verdade, exigia de si mesma essa sobrevivência. O peso que ela carregava ajudava a evitar sua própria dor e pânico. Ele a afundava e aliviava ao mesmo tempo.


mais um pouco do livro

"- Foi quando comecei a me entender. Para mim, Garv era o que o álcool fora para minha mãe: ele era uma droga sem a qual não podia ficar. Até o dia em que o fiz ir embora, eu estivera apavorada com medo de que ele me deixasse. Assim, fazia tudo para agradá-lo. Fiz tudo que fizera quando criança: trabalhei bastante fui boa, não pedi nada para mim e cuidei do que era da responsabilidade de outra pessoa. Auto-sacrifício sempre fora meu padrão de vida por isso, não saberia quem eu era sem alguém para ajudar-me ou algum sofrimento para suportar."

Até o dia em que eu não aguentei mais, e pedi um retorno.

Totalmente desacostumada a avaliar as formas de proteger seu bem-estar, mas entendida em promover o bem-estar de outros ela mudava para relacionamentos que prometiam outra oportunidade de fazer tudo certo para outra pessoa, através da força de seu amor. A verdade em sua história é que o fracasso por não ganhar o amor através de seus esforços só a fazia esforçar-se mais.

E não é que ganhava amor, mas não ganhava o direito à continuidade, a segurança que um relacionamento permite.

O aborrecimento geralmente abrange sentimentos brandos e intensos de embaraço, que as mulheres que amam demais tendem a sentir quando estão fora do papel familiar de ajudar, de ter esperança e de prestar mais atenção no bem-estar de outra pessoa do que em seu próprio bem-estar.

Eu prestava muito mais atenção no que poderia faze-lo feliz do que no que faria a mim mesma feliz. :/

Na verdade era um embate interno tipo um anjo e um diabinho, um consciente e um inconsciente e cada um tentando fazer uma coisa.

Existe na maioria dos filhos adultos de alcoólatras, e também em descendentes de outros tipos de lares desajustados, uma fascinação por pessoas que atraem problema, e vício à excitação, principalmente a excitação negativa. Se o drama e o caos sempre estiveram presentes em nossa vida, e se, como é freqüentemente o caso, fomos forçados a negar muitos de nossos sentimentos enquanto estávamos crescendo, iremos querer com freqüência que acontecimentos dramáticos engendrem qualquer sentimento. Assim, precisamos da ex-citação da incerteza, da dor, do desapontamento e do conflito apenas para nos sentir vivos.

Para se sentir vivo, mas não para se sentir bem.

e para finalizar, ela disse tudo:

Lisa finalizou sua história: — Após Gary ter ido embora, a paz e a quietude da minha vida deixaram-me louca. Usei de tudo para não telefonar para ele e começar tudo novamente. Mas, devagar, acostumei-me com uma vida mais normal. Acrescentou, com um suspiro de alívio: - - Não estou namorando ninguém agora. Eu sei que ainda estou doente demais para ter um relacionamento saudável com um homem. Apenas sairia por aí e acharia um outro Gary. De forma que estou me planejando pela primeira vez, ao invés de tentar mudar outra pessoa.

Eu vou tentar fazer o mesmo, venho tentando.

Os dois vícios são paralelos nesse sentido, e igualmente difíceis de superar. O vício da mulher com relação ao parceiro, ou com relação a uma série de parceiros inadequados, tem sua gênese na variedade de problemas de família. Ironicamente, os filhos crescidos de alcoólatras são mais afortunados que os de outros passados desajustados, pelo menos nas grandes cidades, pois existem grupos de Al-Anon para apoiá-los conforme trabalham para superar seus problemas com auto-estima e com relacionamentos. A recuperação de relacionamentos viciados envolve conseguir ajuda de um grupo de apoio apropriado, para se quebrar o círculo do vício, e para se aprender a buscar sentimentos de auto-avaliação e bem-estar de outras fontes que não um homem, para sustentar esses sentimentos. A chave está em aprender a viver uma vida saudável, satisfatória e serena, sem depender de outra pessoa para ser feliz.

Dessa forma, não nos protegemos, e nossos pais também não, porque eles precisavam nos ver como sendo mais fortes que eles. Apesar de sermos imaturos demais para a responsabilidade, no final nós é que os protegemos. E, quando isso aconteceu, aprendemos bem cedo, mas muito bem, como cuidar de qualquer pessoa, menos de nós mesmas. Nossas necessidades de amor, atenção, cuidado e segurança permaneceram insatisfeitas, enquanto fingíamos ser mais poderosas e menos medrosas, mais crescidas e menos carentes do que realmente nos sentíamos. E, ao aprendermos a negar nosso próprio desejo de ser cuida-das, crescemos procurando mais oportunidades de fazer o que sabíamos tão bem: preocuparmo-nos com os desejos e exigências de outras pessoas ao invés de reconhecermos nossos próprios medos, nossa dor e nossas necessidades insatisfeitas. Fingimos por tanto tempo sermos crescidos, pedindo tão pouco e fazendo tanto, que agora parece tarde demais para ser a nossa vez. Então, ajudamos e ajudamos, e esperamos que nosso medo se vá e que nossa recompensa seja o amor.


5 de dezembro de 2012

mais trecho

"Interesses, valores e objetivos comuns, e capacidade de intimidade grande e sustentada são os requisitos, se é para o encanto erótico inicial de um casal finalmente transformar-se numa devoção compromissada e atenciosa, que se fortificará com o tempo. Entretanto, o que freqüentemente acontece é o seguinte: num relacionamento apaixonado, abastecido como deve ser com a excitação, o sofrimento e a frustração de um novo amor, há o sentimento de que está faltando algo muito importante. O que se quer é compromisso, um meio de estabilizar a experiência emocional caótica e de proporcionar um sentimento de proteção e segurança. Se o que se opõe ao fato de estarem juntos for superado, e se for conseguido um compromisso genuíno, esses parceiros finalmente irão se olhar e perguntar-se para onde foi a paixão. Eles sentem-se protegidos, aquecidos e amáveis um com o outro, mas um pouco enganados, também, por não estarem mais entusiasmados com o desejo um pelo outro."

Meu namoro não chegou ao nivel do compromisso, o interesse se perdeu antes mesmo de que houvesse um.

"Ou ainda, devido ao fato de faltar o desafio de tentarmos mudar alguém para tornarmos essa pessoa feliz ou para obtermos a afeição e aprovação sonegadas, poderemos simplesmente nos sentir aborrecidos com pessoas mais saudáveis. O aborrecimento geralmente abrange sentimentos brandos e intensos de embaraço, que as mulheres que amam demais tendem a sentir quando estão fora do papel familiar de ajudar, de ter esperança e de prestar mais atenção no bem-estar de outra pessoa do que em seu próprio bem-estar."

Incessantemente tentando deixá-lo feliz... :/

Mulheres que amam demais - trechos

Parece que to me vendo vomitada nesse livro... É como se eu fosse Jill e ele Randy.

"— Certa vez Randy disse que não o pressionasse, senão desapareceria. Fiquei muito assustada. Tudo dependia de mim. Tinha que amá-lo e deixá-lo em paz ao mesmo tempo. Como isso era impossível para mim, fiquei cada vez mais assustada. Quanto mais me apavorava, mais o perseguia. Em pouco tempo, Jill telefonava quase todas as noites. O acordo que fizeram foi o de se fazer revezamento, mas, quando era a vez de Randy telefonar, ficava tarde e a inquietude de Jill era demais para ser suportada. De qualquer forma, dormir estava fora de cogitação, então telefonava para ele. As conversas eram vagas e prolixas. — Ele dizia que se esquecera, e eu falava: "Como pôde esquecer?" Afinal, eu nunca me esqueci. Então, começávamos a falar dos porquês, e parecia que ele tinha medo de se aproximar de mim, e eu queria ajudá-lo a superar esse medo. Ele vivia dizendo que não sabia o que queria na vida, e eu queria ajudá-lo a perceber quais eram seus problemas."

(...) "e viagens aéreas de Jill a San Diego (é bom lembrar que seu orçamento era extremamente limitado). Suas "sessões de terapia" a longa distância com Randy eram, antes uma tentativa de transformá-lo no homem de quem precisava, do que uma tentativa de ajudá-lo a descobrir quem era. Na verdade, Randy não queria ajudar nessa descoberta. Se estivesse interessado em tal jornada de autodescoberta, teria se esforçado, ao invés de sentar-se passivamente enquanto Jill tentava forçá-lo a analisar-se. Ela fazia esse esforço porque a outra alternativa era conhecê-lo e aceitá-lo como era — um homem que não se importava com seus sentimentos nem com o relacionamento." (...)


Livros

Além dos Cinquenta tons mais escuros e do livro de Processo do Trabalho, comecei a ler Mulheres que amam demais. E vou colocar o prefácio aqui, pq eu me idenfiquei.

Prefácio 

QUANDO AMAR significa sofrer, estamos amando demais. Quando grande parte de nossa conversa com amigas íntimas é sobre ele, os problemas, os pensamentos, os sentimentos dele — e aproximadamente todas as nossas frases se iniciam com "ele...", estamos amando demais. Quando desculpamos sua melancolia, o mau humor, indiferença ou desprezo como problemas devidos a uma infância infeliz, e quando tentamos nos tornar sua terapeuta, estamos amando demais. Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as pas-sagens que pensamos que irão ajudá-lo, estamos amando demais. Quando não gostamos de muitas de suas características, valores e comportamentos básicos, mas toleramos pacientemente, achando que, se ao menos formos atraentes e amáveis o bastante, ele irá se modificar por nós, estamos amando demais. Quando o relacionamento coloca em risco nosso bem-estar emo-cional, e talvez até nossa saúde e segurança física, estamos defini-tivamente amando demais. Apesar de toda a dor e insatisfação, amar demais é uma experiência tão comum para muitas mulheres, que quase acreditamos que é assim que os relacionamentos íntimos devem ser. A maioria de nós amou demais ao menos uma vez, e, para muitas, está sendo um tema repetido na vida. Algumas nos tornamos tão obcecadas por nosso parceiro e nosso relacionamento, que quase não somos capazes de agir.

E um pedacinho do primeiro capítulo:

Neste livro, analisaremos a fundo as razões por que tantas mulheres, procurando alguém para amá-las, parecem encontrar inevitavelmente parceiros doentios e não afetuosos. Devemos ver o motivo, já que o relacionamento não satisfaz nossas necessidades, mas temos tanta dificuldade em acabar com ele. Veremos que amar se torna amar demais quando nosso parceiro é inadequado, desatencioso ou inacessível e, mesmo assim, não conseguimos abandoná-lo — de fato, nós o queremos, precisamos dele ainda mais. Passaremos a compreender como o fato de querermos amar, de ansiarmos por amor ou de amar em si torna-se um vício. Vício é uma palavra assustadora. Ela evoca imagens do dependente de heroína espetando agulhas nos braços e levando uma vida obviamente autodestrutiva. Não gostamos da palavra e não gostamos de aplicar o conceito à forma de nos relacionarmos com homens. Mas muitas de nós fomos viciadas em um homem e, como qualquer outra pessoa viciada, temos que admitir a seriedade de nossos problemas para que possamos empreender a recuperação.

Acho que meu problema é vício.

4 de dezembro de 2012

The new part of me

Então, eu to vivendo em ondas né. Mas algo aqui dentro explodiu hj de manhã com o pesadelo maldito dele me batendo. Na verdade eu sei bem o que esse sonho quer dizer. Não quer dizer que de fato ele vá me agredir fisicamente. Eu diria que jamais ele faria isso. Na verdade acho que a agressão é uma metáfora ao sentimento, que meu sentimento se sente agredido pela atitude dele.

Mas hoje muitas coisas inusitadas aconteceram. Fez exata uma semana e um dia q eu briguei com o Douglas. E ele finalmente veio me dar um tímido oi, depois desse tempo todo. Já foi um começo, foi bom não ter corrido atrás dele pra tentar resolver a questão.

E é isso que eu devo fazer com outras coisas da vida tb. Vou parar de correr atrás do que me machuca. E vou deixar a vida me levar. Pq se realmente ele quiser, ele virá, ele sentirá falta. E eu não quero mais ficar me auto agredindo. Tá muito confortável pra ele assim né. Mais fácil ficar parado do que tentar salvar o relacionamento com a pessoa que ele diz amar muito. (e eu não to debochando, to falando sério, pq isso é contraditório.)

Depois me senti abalada vendo a foto de uma coisinha bonitinha q eu tinha feito pro ex no facebook. E a mensagem cheia de amor explícito q ele tinha deixado pra mim como resposta. Parecia que seria infinito e que a gente jamais se separaria.

Só que não. Engraçado né como a vida é estranha. As coisas têm intensidade de infinito, mas são finitas. 

E eu tenho de aceitar o finito. Pq de que adianta eu sozinha correr atrás? Não sou boba, até de correr atrás a gente cansa.

E que semana hen? Que semana... essa que passou, tudo junto ao mesmo tempo. O Fernando, o Douglas, o meu pai e seu comentário infeliz. 

A coisa mais feliz foi a chuva, a balada de sábado. A sensação de renovação. E é isso, vou me renovar.  Rum, e eu serei feliz de novo. Aliás eu sou feliz. só to vivendo uma fase obscura. 

E tenho de andar com gente alto astral.