"- Foi quando comecei a me entender. Para mim, Garv era o que o álcool fora para minha mãe: ele era uma droga sem a qual não podia ficar. Até o dia em que o fiz ir embora, eu estivera apavorada com medo de que ele me deixasse. Assim, fazia tudo para agradá-lo. Fiz tudo que fizera quando criança: trabalhei bastante fui boa, não pedi nada para mim e cuidei do que era da responsabilidade de outra pessoa. Auto-sacrifício sempre fora meu padrão de vida por isso, não saberia quem eu era sem alguém para ajudar-me ou algum sofrimento para suportar."
Até o dia em que eu não aguentei mais, e pedi um retorno.
Totalmente desacostumada a avaliar as formas de proteger seu bem-estar, mas entendida em promover o bem-estar de outros ela mudava para relacionamentos que prometiam outra oportunidade de fazer tudo certo para outra pessoa, através da força de seu amor. A verdade em sua história é que o fracasso por não ganhar o amor através de seus esforços só a fazia esforçar-se mais.
E não é que ganhava amor, mas não ganhava o direito à continuidade, a segurança que um relacionamento permite.
O aborrecimento geralmente abrange sentimentos brandos e intensos de embaraço, que as mulheres que amam demais tendem a sentir quando estão fora do papel familiar de ajudar, de ter esperança e de prestar mais atenção no bem-estar de outra pessoa do que em seu próprio bem-estar.
Eu prestava muito mais atenção no que poderia faze-lo feliz do que no que faria a mim mesma feliz. :/
Na verdade era um embate interno tipo um anjo e um diabinho, um consciente e um inconsciente e cada um tentando fazer uma coisa.
Existe na maioria dos filhos adultos de alcoólatras, e também em descendentes de outros tipos de lares desajustados, uma fascinação por pessoas que atraem problema, e vício à excitação, principalmente a excitação negativa. Se o drama e o caos sempre estiveram presentes em nossa vida, e se, como é freqüentemente o caso, fomos forçados a negar muitos de nossos sentimentos enquanto estávamos crescendo, iremos querer com freqüência que acontecimentos dramáticos engendrem qualquer sentimento. Assim, precisamos da ex-citação da incerteza, da dor, do desapontamento e do conflito apenas para nos sentir vivos.
Para se sentir vivo, mas não para se sentir bem.
e para finalizar, ela disse tudo:
Lisa finalizou sua história: — Após Gary ter ido embora, a paz e a quietude da minha vida deixaram-me louca. Usei de tudo para não telefonar para ele e começar tudo novamente. Mas, devagar, acostumei-me com uma vida mais normal. Acrescentou, com um suspiro de alívio: - - Não estou namorando ninguém agora. Eu sei que ainda estou doente demais para ter um relacionamento saudável com um homem. Apenas sairia por aí e acharia um outro Gary. De forma que estou me planejando pela primeira vez, ao invés de tentar mudar outra pessoa.
Eu vou tentar fazer o mesmo, venho tentando.
Os dois vícios são paralelos nesse sentido, e igualmente difíceis de superar. O vício da mulher com relação ao parceiro, ou com relação a uma série de parceiros inadequados, tem sua gênese na variedade de problemas de família. Ironicamente, os filhos crescidos de alcoólatras são mais afortunados que os de outros passados desajustados, pelo menos nas grandes cidades, pois existem grupos de Al-Anon para apoiá-los conforme trabalham para superar seus problemas com auto-estima e com relacionamentos. A recuperação de relacionamentos viciados envolve conseguir ajuda de um grupo de apoio apropriado, para se quebrar o círculo do vício, e para se aprender a buscar sentimentos de auto-avaliação e bem-estar de outras fontes que não um homem, para sustentar esses sentimentos. A chave está em aprender a viver uma vida saudável, satisfatória e serena, sem depender de outra pessoa para ser feliz.
Dessa forma, não nos protegemos, e nossos pais também não, porque eles precisavam nos ver como sendo mais fortes que eles. Apesar de sermos imaturos demais para a responsabilidade, no final nós é que os protegemos. E, quando isso aconteceu, aprendemos bem cedo, mas muito bem, como cuidar de qualquer pessoa, menos de nós mesmas. Nossas necessidades de amor, atenção, cuidado e segurança permaneceram insatisfeitas, enquanto fingíamos ser mais poderosas e menos medrosas, mais crescidas e menos carentes do que realmente nos sentíamos. E, ao aprendermos a negar nosso próprio desejo de ser cuida-das, crescemos procurando mais oportunidades de fazer o que sabíamos tão bem: preocuparmo-nos com os desejos e exigências de outras pessoas ao invés de reconhecermos nossos próprios medos, nossa dor e nossas necessidades insatisfeitas. Fingimos por tanto tempo sermos crescidos, pedindo tão pouco e fazendo tanto, que agora parece tarde demais para ser a nossa vez. Então, ajudamos e ajudamos, e esperamos que nosso medo se vá e que nossa recompensa seja o amor.
O aborrecimento geralmente abrange sentimentos brandos e intensos de embaraço, que as mulheres que amam demais tendem a sentir quando estão fora do papel familiar de ajudar, de ter esperança e de prestar mais atenção no bem-estar de outra pessoa do que em seu próprio bem-estar.
Eu prestava muito mais atenção no que poderia faze-lo feliz do que no que faria a mim mesma feliz. :/
Na verdade era um embate interno tipo um anjo e um diabinho, um consciente e um inconsciente e cada um tentando fazer uma coisa.
Existe na maioria dos filhos adultos de alcoólatras, e também em descendentes de outros tipos de lares desajustados, uma fascinação por pessoas que atraem problema, e vício à excitação, principalmente a excitação negativa. Se o drama e o caos sempre estiveram presentes em nossa vida, e se, como é freqüentemente o caso, fomos forçados a negar muitos de nossos sentimentos enquanto estávamos crescendo, iremos querer com freqüência que acontecimentos dramáticos engendrem qualquer sentimento. Assim, precisamos da ex-citação da incerteza, da dor, do desapontamento e do conflito apenas para nos sentir vivos.
Para se sentir vivo, mas não para se sentir bem.
e para finalizar, ela disse tudo:
Lisa finalizou sua história: — Após Gary ter ido embora, a paz e a quietude da minha vida deixaram-me louca. Usei de tudo para não telefonar para ele e começar tudo novamente. Mas, devagar, acostumei-me com uma vida mais normal. Acrescentou, com um suspiro de alívio: - - Não estou namorando ninguém agora. Eu sei que ainda estou doente demais para ter um relacionamento saudável com um homem. Apenas sairia por aí e acharia um outro Gary. De forma que estou me planejando pela primeira vez, ao invés de tentar mudar outra pessoa.
Eu vou tentar fazer o mesmo, venho tentando.
Os dois vícios são paralelos nesse sentido, e igualmente difíceis de superar. O vício da mulher com relação ao parceiro, ou com relação a uma série de parceiros inadequados, tem sua gênese na variedade de problemas de família. Ironicamente, os filhos crescidos de alcoólatras são mais afortunados que os de outros passados desajustados, pelo menos nas grandes cidades, pois existem grupos de Al-Anon para apoiá-los conforme trabalham para superar seus problemas com auto-estima e com relacionamentos. A recuperação de relacionamentos viciados envolve conseguir ajuda de um grupo de apoio apropriado, para se quebrar o círculo do vício, e para se aprender a buscar sentimentos de auto-avaliação e bem-estar de outras fontes que não um homem, para sustentar esses sentimentos. A chave está em aprender a viver uma vida saudável, satisfatória e serena, sem depender de outra pessoa para ser feliz.
Dessa forma, não nos protegemos, e nossos pais também não, porque eles precisavam nos ver como sendo mais fortes que eles. Apesar de sermos imaturos demais para a responsabilidade, no final nós é que os protegemos. E, quando isso aconteceu, aprendemos bem cedo, mas muito bem, como cuidar de qualquer pessoa, menos de nós mesmas. Nossas necessidades de amor, atenção, cuidado e segurança permaneceram insatisfeitas, enquanto fingíamos ser mais poderosas e menos medrosas, mais crescidas e menos carentes do que realmente nos sentíamos. E, ao aprendermos a negar nosso próprio desejo de ser cuida-das, crescemos procurando mais oportunidades de fazer o que sabíamos tão bem: preocuparmo-nos com os desejos e exigências de outras pessoas ao invés de reconhecermos nossos próprios medos, nossa dor e nossas necessidades insatisfeitas. Fingimos por tanto tempo sermos crescidos, pedindo tão pouco e fazendo tanto, que agora parece tarde demais para ser a nossa vez. Então, ajudamos e ajudamos, e esperamos que nosso medo se vá e que nossa recompensa seja o amor.
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