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17 de setembro de 2011

strange feeling

Então, hoje eu descobri que estou diferente.. ou pelomenos estou ficando. Descobri que estou aprendendo a ser mais sozinha. É bom mas é ruim. Eu descobri que com esse novo trampo eu passo mais tempo comigo mesma. E aí eu fui ao shopping sozinha as 20h e lanchei sozinha, e lanchando sozinha comecei a divagar sobre a vida.. E pensei.. será que no fim somos mesmo todos sozinhos? Mas eu andei tranquila no shopping, comi devagar e pela primeira vez em muito tempo, eu não tive a sensação de pressa. Eu curti cada segundinho de mim comigo mesma. Eu não fiquei pensando "ah eu tenho que ir nos DOIS aniversários", "ah como vou fazer pra chegar lá?" "ah eu vou sozinha... po que preguiça" Não... eu simplesmente estava ali, vivenciando aquele simplório momento de mim mesma e meu sanduiche-iche. eu conversava silenciosamente com ele. Segurando com as duas mãos, o queijo caindo do ladinho, quentinho quentinho! A batatinha tava quentinha tb, com ketchup e uma coca-cola geladinha. Eu nunca dava conta de comer uma promoção inteira. E eu comi, comi devagarzinho conversando mentalmente com cada pedaço que eu mastigava do sanduiche. Depois, caminhei bebendo minha coca-cola.

Saí do shopping para ir pro aniversário que começava as 21h... já eram umas 21 e pouco.. e minha amiga me liga falando q tá passando mal e não vai mais pro aniversário. Eu penso comigo, tudo bem, vão ter outros amigos lá também!

Eu chego na festa. Tem o rag, o sakon, o mikail, o renauld e namorada.. sentados no centro da mesa... eu sento do lado do mikail mais pra direita da mesa. Fico ali timida no meu canto pq apesar de conhecer essas pessoas, elas não são minhas amigas... tinha algumas outras pessoas que eu não conhecia mais  a esquerda da mesa. 

Ai vai começar a teoria da conspiração: a mesa começou a crescer para a esquerda. do meu lado ngm sentava... até que chegou a lorena e outras meninas e sentaram do meu lado. Observei e vi que haviam duas pessoas das quais não tenho mais amizade e não faço tanta questão de ter, que estavam do outro lado da mesa, e eles chegaram meio q puxando o povo pra sentar do lado de la. Um deles até me deu um timido oi, só para ser educado. O outro olhou na minha cara e nem tchum. E ai eu pensei comigo: que coisa ridícula. Veja bem, um é um passado de 2002. DOIS MIL E DOIS. ja tem o que, nove anos? Meu filho, supera, né? O outro, é ex namorado de uma amiga, e foi sim um dia, amigo meu. Se ele fudeu com o namoro dele, eu não tenho nada a ver com isso. Mas ele resolveu me culpar por que entre ele e a minha amiga, eu preferi proteger a minha amiga. Claro, eu sou amiga dela desde que eu me entendo por gente, ja tem dezoito anos, vc acha mesmo q eu iria largar ela sofrendo lá, por um cara que eu conheço há nove anos? JAMAIS, ainda mais sabendo todos os podres dele. ¬¬ Bom enfim, ele não conseguiu estragar a minha amizade com ela, embora tenha feito a gente parar de se falar por um ano... 

Só acho isso ridículo pq é passado, tudo é passado. Hoje ele não tá mais com ela. Eu não estou mais com o outro lá, ele ta la com a namorada dele e eu to com o meu lindo namorado que eu amo tanto. Só que os dois hoje me fizeram lembrar dos meus 15, 16 anos. Tão coisa de adolescente. E ai eu pensei comigo: sinceramente, olhei para um lado, olhei pro outro, vi que as pessoas q eu esperava que estivessem ali, não estavam. E decidi: eu vou embora. E vim, vim embora pq eu decidi q eu não tenho mais paciencia pra molecagem. E que eu não preciso ficar me expondo a esse tipo de situação sutil. Talvez ninguém na festa tenha percebido isto a nao ser nós 3 e eventualmente o aniversariante. Mas pouco me importa, se não quer falar comigo, também não falo com vocês. Eu tinha outro aniversário pra ir, de fato. Mesmo eu não tendo ido.

Saí feliz. E fui pro carro... E no caminho eu pensei... poxa eu não queria ir pra casa. Hoje era aquele dia que eu não queria ficar em casa. Eu estava linda, com meu vestido poderoso. Eu queria dançar. Liguei pra minha irmã: "dekinha, vc ainda tá no devassa?" "Tô, mas já to saindo". E ai foi o momento em que eu pensei. Eu queria sair sim pra dançar, mas não queria ir sozinha, ou ir com meus amigos, pois quem tava indo pra balada, tava solto e amigos soltos na balada = a pegação. Foi ai q eu pensei, poxa, o Fernando podia estar aqui pra gente sair pra dançar um tiquinho :) Pensei também que eu não posso beber, e ainda que estou sem dinheiro pra gastar muito com entrada em balada sem nome na lista. Desisti.

Pus um David Guetta no carro e vim dançando comigo mesma, dentro da minha mente. E não, eu não me sinto derrotada. E eu não sei por que, estranhamente, eu tive um feeling dos tempos em que eu estava solteira, mas que eu não sei explicar direito o que é. Eu senti uma vontade de ligar pra Raquel pra saber onde ela tava.  Mas eu já sabia onde ela poderia estar... achei melhor nao atrapalhar. Não é bem um feeling de solta. Mas é um feeling de quem namora, mas o namorado tá longe, e vc queria tê-lo perto para que juntos pudessem curtir a noite. O feeling dos tempos de solteira talvez seja: eu tava com vontade de sair pra dançar, simplesmente dançar como se não houvesse amanhã.

Acho q eu preciso de uma rave. É isso.

Esse aniversário era um típico evento em q eu gostaria de ter ele por perto. Não só pelos acontecimentos, mas principalmente pela companhia, eu ia me sentir mais a vontade, ia conversar e talvez aproveitar mais o aniversário, e marcar a presença que eu deveria marcar (q eu marquei do mesmo jeito, mas um pouco quieta demais).

Acho que hj eu to numa vibe introspectiva. Tem dia que eu saio, e eu simplesmente conheço as pessoas e interajo com elas. Facinho facinho. Hoje eu não tava afim de puxar papo. Não tava afim de tentar fazer novas amizades, nada.

Que venha o ALEGRA dia 01 de outubro. Vou dançar como nos tempos da adolescencia. Fechar os olhos e me deslumbrar com a magia da música. (e torcer pro Henrique não ter um pirepaque no meio da festa).

Ah talvez hj fosse um bom dia pra sentar no pierzinho do pontão, com uma boa garrafa de vinho e namorar. E torcer para a hora passar devagar (embora eu saiba que quando passa rápido é por que tá bom) para eu sentir mais cada segundinho desse momento mágico. Ah... o amor.