5 de dezembro de 2012

Mulheres que amam demais - trechos

Parece que to me vendo vomitada nesse livro... É como se eu fosse Jill e ele Randy.

"— Certa vez Randy disse que não o pressionasse, senão desapareceria. Fiquei muito assustada. Tudo dependia de mim. Tinha que amá-lo e deixá-lo em paz ao mesmo tempo. Como isso era impossível para mim, fiquei cada vez mais assustada. Quanto mais me apavorava, mais o perseguia. Em pouco tempo, Jill telefonava quase todas as noites. O acordo que fizeram foi o de se fazer revezamento, mas, quando era a vez de Randy telefonar, ficava tarde e a inquietude de Jill era demais para ser suportada. De qualquer forma, dormir estava fora de cogitação, então telefonava para ele. As conversas eram vagas e prolixas. — Ele dizia que se esquecera, e eu falava: "Como pôde esquecer?" Afinal, eu nunca me esqueci. Então, começávamos a falar dos porquês, e parecia que ele tinha medo de se aproximar de mim, e eu queria ajudá-lo a superar esse medo. Ele vivia dizendo que não sabia o que queria na vida, e eu queria ajudá-lo a perceber quais eram seus problemas."

(...) "e viagens aéreas de Jill a San Diego (é bom lembrar que seu orçamento era extremamente limitado). Suas "sessões de terapia" a longa distância com Randy eram, antes uma tentativa de transformá-lo no homem de quem precisava, do que uma tentativa de ajudá-lo a descobrir quem era. Na verdade, Randy não queria ajudar nessa descoberta. Se estivesse interessado em tal jornada de autodescoberta, teria se esforçado, ao invés de sentar-se passivamente enquanto Jill tentava forçá-lo a analisar-se. Ela fazia esse esforço porque a outra alternativa era conhecê-lo e aceitá-lo como era — um homem que não se importava com seus sentimentos nem com o relacionamento." (...)


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