15 de junho de 2012

eu, ele e a indiferença

Bom, eu não resisti e liguei pra ele ontem. E falei o tanto que eu achava tudo isso injusto, o tanto que ele tava me fazendo sofrer por um problema que não fui eu quem causou.

Desabafei.

E a unica coisa que ele conseguiu me dizer foi "pititinha, eu te amo pititinha...", "por favor me dá esse tempo eu preciso me organizar, organizar minha mente". E eu perguntei organizar em relação a que? A gente? E ele respondeu "a tudo".

Não era bem o que eu queria ouvir, eu queria ouvir desculpas por estar te fazendo sofrer assim. Mas acho que ainda vou ouvir isso.

Só sei que podem até criticar o fato de ter ligado pra ele. Mas eu me sinto muito mais leve de ter exposto a ele tudo que eu tava sentindo. De ter dito a ele que ele podia ter conversado comigo. Que pra gente poder manter um relacionamento saudável ele precisa falar comigo, por que não tenho como adivinhar o que acontece na cabeça dele... Falei que eu fiquei triste por ter sido um bode expiratório pra ele. Esvaziei essa coisa q eu tava sentindo no meu coração. Falei que não é justo ele querer que eu fique sentada esperando por ele sem nem ter noção de um quando ele vai se resolver. Que isso era o tipo de coisa que poderia ser resolvido juntos e com bastante conversa. Não é o tipo de coisa que ele vai resolver pensando durante sei la, 10 dias, um mês... Isso vai ser só o começo. Falei também que toda vez que ele sofrer uma pressão ou tiver uma crise, se ele vai me ejetar pra pensar. Isso não é relacionamento saudável, não é seguro. Eu não sou io-iô!

Fiquei triste também por que até hoje quem fez os primeiros contatos fui eu. Falei pra ele que acho super individualista isso, ele se fechar no sofrimento dele e nem sequer me ligar ou mandar uma msg querendo saber como EU estou. Por que tem que tudo girar em torno dele? Eu sou tipo um objeto? O que eu sou pra ele? Pois bem, eu posso estar morrendo de querer saber como ele tá, mas também não ligo mais. Pra que? Pra ficar sofrendo mais ainda? E pra ver que a preocupação não é recíproca? Eu não!

E hoje eu estou mais tranquila. Sabe, eu sinto que eu fiz tudo que eu podia fazer por ele. Agora já não sinto mais vontade de ligar. Já me sinto preparada para focar em mim mesma. Para estudar para um concurso melhor, terminar minha pós de vez e ajeitar a minha vida que eu gentilmente parei para poder viver essa relação de amor a distância com ele, e eu acho que ele nem percebeu isso. Por que não tá fácil pra ninguém manter uma vida aqui e outra lá e trabalhar e estudar e viajar todos os finais de semana.

Como agora ficou bem nítido o quanto instável e frágil é o nosso relacionamento... Eu não dou mais meu braço e minha perna pra depois ser decepada (eu to falando isso, mas quero ver se na hora H meu coração n vai ficar molengando). Eu vou me resguardar para não me machucar mais. Sabe tartaruga escondida no casco? Ai bota um tiquinho da cara pra fora, dá uma bizuiadinha no mundo la fora e depois volta pra dentro de novo? Tá quase isso só que ao contrário. Eu não quero me esconder no casco denovo. Eu adoro evoluir! E gosto de me sentir segura, e de poder sonhar sem ficar preocupada...

Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou e esse novo dia, é de alegria. Pra que chorar? Pra que sofrer? (Como ja dizia o bom e velho Vinicius...)

Amanhã é sábado, dia de fazer faxina na casa nova pra começar a mudança.

14 de junho de 2012

eu, ele e a raiva

Eu quero chutar a canela dele tipo várias vezes.

Por estar me fazendo sofrer e me sentir idiota. Por pensar só no umbigo dele. No sofrimento dele. No mundo dele. ¬¬ Uma amiga disse que o comportamento dele parece o de alguém que veio antes. Só que eu disse a ela que o que veio antes ainda lutou pra conseguir o que queria e conseguiu. No entanto, ele ja estava muito mal com ele mesmo pra lidar com o nosso relacionamento, já tinha desgastado tudo, era ou uma coisa ou outra. Eu já tinha me dedicado tanto que no fim já tinha perdido as forças pra acreditar na possibilidade das coisas melhorarem... Já tinha sofrido demais. São, no final, situações completamente diferentes que não dá pra comparar.

Não quero ver esse filme denovo. 

Pq esses homens não param de fugir dos problemas e encaram juntos? Pq nós sempre estamos dispostas a tentar ajudá-los a crescer e a não se chocar tanto com o mundo e nos lascamos? Pq temos de ser as culpadas? 

Não precisava ser tão dificil assim. 

Tudo isso por causa da falta de uma conversa franca e sincera.

Tô na fase da raiva. Tô com raiva.


13 de junho de 2012

eu, ele e a espera

Bom, é complicado, eu fico pensando: será q ele tem vontade de me ligar? De conversar comigo? Será que ele sente a minha falta? 

Pq ele age como se não sentisse... ou então ele é muito resistente. Ou ele está muito confiante de que eu vou ficar esperando durante muito tempo, a qualquer tempo, ele resolver voltar, ou falar comigo.

Cuidado.. até para esperar a gente cansa... :/ não me deixe plantada esperando... A vida é muito curta para ficarmos sofrendo... 

Eu fico confusa, percebo que eu sempre tive uma dificuldade para conversar com ele, pelo fato de ele ser muito fechado. Todas as vezes eu sentia um medinho da possível reação dele. Mas eu arriscava de algum jeito a falar algo. É, e ele as vezes criticava, as vezes falava obrigada. Eu me sentia reconhecida, ou até mesmo sentia que podia ter um pouco de abertura com ele... pra dizer o que eu penso que poderia ajudá-lo... mas não. Eu não tenho essa abertura. Por que chegou uma hora q ele acumulou tudo o que ele estava escondendo dentro dele... e jogou em mim. Como se a culpa fosse minha... dos nossos problemas... :/ e me ejetou. Assim.

Eu estou sem esperanças. Duvido que ele vá lutar pelo nosso amor, para ficar comigo. Só acredito vendo... Não quero me machucar mais. Isso tudo pra mim foi um grande baque, foi uma rasteira. Igual ao tombo que eu levei na rua. Caí e me deu vontade de continuar deitada no chão. Dói muito.

Pq eu sempre tenho que carregar o peso das coisas sozinha? Não. A culpa não é minha...

É da situação. E não fui eu quem criou ela. Ela ta aí. Assim. 

Mas depois de tudo isso eu quero ser reconquistada, surpreendida, amada. Só não sei se denovo vou quebrar a cara, levar um susto. Ou um fora duplo. Me sinto meio idiota de ficar sentada esperando dia após dia uma decisão de se quer ou não ficar comigo, como se eu fosse um fantoche. Isso é humilhante...

Eu não consigo entender pq pra ficar sozinho tem q terminar comigo. E esse negócio de dar um tempo tem uma puta cara de vou distanciar primeiro pra depois criar coragem pra falar q não quero mais. Sei la, eu nunca acreditei nesse negócio de dar tempo. E eu ainda não entendi por que eu to levando a culpa, pq eu to sendo o bode expiratório. Eu não consigo entender como num dia a pessoa fala que te ama, que vc é o amor da vida dela, que vc é muito especial. E no outro dia a pessoa te ejeta dizendo que não dá conta de ficar com vc. Como se eu fosse um porco espinho que fica espetando. 

Ele focou no sofrimento dele e quis interromper isso ao invés de realmente olhar e encarar o problema de fato. Não... ele cortou com quem queria amá-lo e ajudá-lo. E não pensou nem um tiquinho no sofrimento que ele estaria causando em mim tomando essa decisão unilateral. Meio individualista isso né? E vai denovo pro assunto do nós, que parece não existir pra ele. 

E ai me faz querer repensar a relação. Se realmente vale a pena eu ficar sofrendo por alguém que me tira pra fora quando sente uma dor... Poxa, se eu fosse fazer isso eu teria terminado quando vi que ele não planejava nenhum futuro comigo. O que seria bem egoísta da minha parte, mas ai eu estaria visando o MEU objetivo, o MEU desejo e o MEU sonho. Mas não. Quando eu vi isso, eu pensei: vamo trabalhar pra mudar isso. para que o meu desejo se torne NOSSO. Pra que ele visualize que para o relacionamento ser feliz, é bom sonhar junto. Eu apoio ele nos sonhos dele, e ele me apoia nos meus. Mas ai vide o que houve: eu apoio ele nos sonhos dele, e ainda viro vilã por estar tentando ajudá-lo a concretizar o sonho, e ainda não tenho o apoio no meu sonho. Pq o meu sonho, não é o sonho dele também. 

É triste. Eu tô com medo. E muito confusa. 

E eu realmente não sei o que se passa na cabeça dele :/ tem hora q eu acho que ele me ama. E tem hora q eu acho que ama nada. Que ele ficou comigo enquanto foi conveniente e confortavel e gostosinho. As cobranças começaram e ai ficou ruim, então tchau. Eu realmente espero que não tenha sido isso, pois seria de uma imaturidade sem tamanho. Todo relacionamento tem seus momentos... Não é por que sou eu, Priscila, que seria diferente... e eu no fundo sei que ele está perdido, apenas perdido. Mas o que eu não sei é se ele está perdido em relação a vida dele, ou em relação ao nosso relacionamento. E com isso explodiu, e soltou tudo em cima de mim. Alguém tem que ser ejetado... alguém tem que ser culpado de tudo. E parece que está sendo eu.

Eu realmente acredito que tudo que vivemos foi lindo e verdadeiro, eu quero acreditar nisso. Eu quero acreditar que esse amor é verdadeiro e não foi uma mentira. Não dá pra ser egoísta quando se trata de dois. Tem que se pensar nos dois... Não dá pra ser individualista... Pensar que tal coisa ta ruim então tchau. Cadê a tentativa? Cadê o "vamos conversar sobre isso francamente"? Cadê o "poxa amor tal coisa me incomoda?" Ninguém é obrigado a adivinhar oque se passa dentro da outra pessoa. Se ela não fala, nem sempre saberemos. 

Eu não sei o que fazer. Acho que eu tentei bastante. Mas não acho justo mesmo eu ser a bruxa. E acho super palha ver a pessoa desistir sem nem tentar veementemente, ou pelomenos conversar abertamente sobre os problemas. 

Ele disse que vai conversar comigo quando for a hora. Quando será essa hora? Eu não vejo a hora...

Se ele disse que quer ficar sozinho, espero que fique mesmo, refletindo sobre. Vou ficar super chateada se souber que ele ficou indo pra balada, e saindo e me dizendo que tava triste. Eu espero que esse tempo seja bom pra reflexão dele. E para a evolução... 

Tipo tamagoschi...

Enquanto isso eu fico aqui, desabafando no meu querido diário... esperando o tempo passar. Eu quero fazer uma festinha pra casa nova. Mas acho que o clima não tá muito pra isso. Acho palha e contraditório. Mas ao mesmo tempo eu penso poxa, não fui eu que escolhi essa coisa drástica. E ai eu vou sofrer tipo todas as consequencias? Vou me obrigar a ficar sofrendo por uma situação que não é minha culpa? É dificil. A mente pensa uma coisa, o coração pensa outra....

E eu sinto saudade, de tipo, tudo. 



 


eu, eu mesma e a crise de ansiedade.

Eu não sei o que fazer, não sei o que dizer. A vontade que tenho é de correr e dizer a ele o quanto eu o amo. O quanto eu gostaria de abraça-lo e de carregá-lo comigo. 

É uma onda de emoções. Eu cometi desatinos por estar ansiosa. E vou ficar muito triste sabendo que eu to sofrendo desse jeito enquanto ele está indo pras baladas do FUTSAL pra comemorar as vitórias do JUCA. Enquanto eu fico esperando ele decidir o que vai ser da gente. 

Não é justo com meu coração!

Eu nunca fui contra o futebol dele, sempre incentivei. 

Ele me falou no domingo que ele nunca esteve tão triste na vida como desde quando ele começou a namorar comigo. Mas ele não pensou que talvez isso seja uma infeliz coincidência.. Ele se formou namorando comigo. Ele está se deparando com as realidades e as dificuldades comigo namorando comigo. Mas não quer dizer que eu seja a culpada disso!

Eu tentei várias vezes conversar com ele sobre as coisas que estavam acontecendo, com o intuito de ajuda-lo, muitas vezes inclusive ele agradeceu. 

Mas ha duas semanas começaram crises como uma onda gigante, que afetou a nós dois. Eu fiquei triste com muita que aconteceu, fiquei brava. E ele também. Aconteceu um desgaste emocional. Todo relacionamento passa por isso. Eu esperava que pudéssemos conversar abertamente para nos entendermos. 

Talvez eu não tenha feito do jeito certo. Eu sempre fui muito expansiva no meu jeito de falar. Eu sempre fiz as coisas tentando ajudar ele a realizar os sonhos dele. Ele é uma pessoa extremamente fechada, e eu estava tentando ajudá-lo...

Alguma coisa que eu fiz na minha tentativa de ajudar a ele, sobrecarregou sua mente. 

Uma amiga me disse que o marido dela é como o Fernando. E que hoje ele ta percebendo que muitas das coisas que ele não consegue fazer é por que a maconha deixa ele entorpecido a ponto de não conseguir evoluir. E ele percebeu isso quando mesmo os amigos dele que fumam muito começaram a ir para frente e ele não. E ai ele começou a reduzir o uso. Mas ela disse também que o fato de ela estar grávida deve estar ajudando ele a se tornar um homem mais responsável. Ele não melhorou 100%, mas está bem melhor. Eu me pergunto, será que é isso que está acontecendo com o meu amor? Ela é psicologa, sabe bem o que está dizendo. Disse também que a maconha desregula o relógio biológico da pessoa, atrapalha o sono, deixa a pessoa dispersa. E eu vi ela falando isso e pensei no meu amor... Existe sim um pouco da personalidade, mas talvez exista também esse problema externo. 

Eu nunca falei com ele sobre isso. Não quis ser a namorada que enche o saco com as manias dele. Apesar de ter começado a falar do cigarro excessivo. Eu me preocupo excessivamente com ele. E não é por mal...

Eu sei que errei na pressão de querer ficar junto. Eu o amo tanto que queria ficar junto para poder ajudar a melhorar a qualidade de vida dele... Ele vive tão mal naquela cidade... come na rua todo dia, enfrenta um transito louco, ganha mal, suas roupas são bagunçadas... Queria poder ajudá-lo a viver melhor e mais feliz, com mais serenidade. Mas pra toda fase serena precisa ter uma turbulência pelo visto.

E acho que ele não conseguiu compreender toda essa minha falação na cabeça dele... Eu amo ele do jeitinho que ele é. Só não quero, e acho que ele também não quer, que algumas coisas façam ele ir pra tras ao inves de ir pra frente. Quero ver ele ter o sucesso dele, fazendo os filmes dele como ele sonha.

Mas eu o amo tanto que também quero uma familia com ele. E para isso precisamos ter dinheiro, assim como pra ele poder fazer os filmes dele. Foi ai que eu pensei na solução ANCINE. Poxa é um concurso que dá estabilidade pra ele, é na área dele, o salário é bom, e se for bem usado ele poderá fazer os filmes dele. E de quebra ele ganhará independência. A missão dele e de seus pais estaria cumprida. Ele ia poder ficar sossegado e com a mente leve, sem pressão nenhuma, para fazer os filmes que ele quiser, sem sofrer com os problemas de uma vida sofrida. 

Mas ele não me entendeu. E ele surtou  quando falei pra ele valorizar o que tem nas mãos hoje. 

O problema não é os pais bancarem ele. É  a falta de foco... de segurança... de firmeza. Sim, meu amor é um menino. E eu o amo. E to sofrendo.

Tenho medo de ele ter dito que quer ficar sozinho para não lidar com uma situação tão dificil e delicada como essa: de ver que a vida é mais dificil do que nós esperamos, e que nem tudo que sonhamos acontece 100% como sonhamos. Todos fazemos sacrifícios diversos para atingir nossos sonhos.

Talvez eu tenha sido muito dura com ele na minha tentativa de mostrar isso a ele, para ele não sofrer no futuro. Eu me preocupo com o que ele planta pra ele agora, para ele colher bons frutos no futuro.

E por exemplo, a forma como ele está fazendo no emprego dele... ele é mal pago sim, mas ele deveria ou pedir pra sair de vez, ou continuar indo bonitinho, cumprindo os horarios e tal, e procurar outra coisa enqto isso. Me preocupa quando começa a querer deixar de cumprir o horario, ou quando fala do "funcionário mal pago, funcionário ausente", pois mesmo que o cara pague mal a ele, é o nome desse cara e o telefone desse cara que vai estar no curriculo dele. E o hoje em dia, muita gente que faz entrevista, liga no emprego anterior pra saber informações sobre você. Ele pode estar odiando o trabalho, mas deveria buscar uma forma digna que não queime seu próprio filme, de sair de lá. Está vendo? Eu penso no seu próximo emprego, em como seria melhor pra você...

Mas eu sempre tenho receio de falar abertamente, e acabo me atrapalhando pra falar, fico com medo das reações fechadas dele, e muitas vezes resistentes. Ultimamente... quando eu o aconselhei no Rio de Janeiro ele pareceu esatr disposto a ouvir os meus conselhos. Estaria eu enganada?

Estaria eu achando que ele estava disposto a me ouvir quando de repente, não? 

Eu sei que não se pode ter tudo na vida, mas eu só estava tentando ajudar ele a conseguir o máximo que ele pudesse.

Acho que ele entendeu isso como uma pressão negativa. Eu não queria pressioná-lo, eu queria vê-lo feliz e tranquilo... Ajudá-lo a ficar calmo... 

Eu uma vez ouvi dizer de alguém que a casa arrumada mostra a alma da pessoa, se ela está bem com ela mesma. 

E eu penso comigo será que ele está bem com ele mesmo? Por que ele precisa ficar sozinho assim??? Pq ele não pode conversar comigo sobre o que ele pensa, o que ele deseja? Era só ele falar pra eu apenas ouvir e não palpitar...  E eu fico mais preocupada ainda...

Pq ele terminou comigo sem efetivamente terminar... Ele não me liga. Parece nem estar sentindo falta... Eu me sinto meio burra de ter tomado a iniciativa de mandar uma msg perguntando se ele está bem. Mas não consigo ficar quietinha. Mas também não quero invadir o espaço que ele disse que precisa. 

Eu tenho medo do desfecho disso. 

E eu penso, é justo comigo esse sofrimento todo? Esse limbo??? Eu mereço isso por querer ajudar alguém que eu amo? Por que é tão dificil? 

Eu só queria ouvir "pititinha" e não ver ele chorar. Acho triste ele fazer essa conexão... Eu nunca fui tão feliz na minha vida com alguém. E parece que ele nunca foi tão triste ... E eu que achava que tava fazendo algo legal pra ele, q eu fazia bem a ele... Levei a culpa de um sofrimento, sofri um bode expiratório, que eu sei que a culpa não é minha! Não fiz por mal.

Eu não sei esperar... to numa ansiedade louca. Até o animo que eu tava pra casa a nova parece que sumiu. Eu ia pra São Paulo no fds e cancelei a passagem, e pensei "oba, vou fazer o open house" e 5 segundos depois pensei, "com que animo? Eu queria que ele participasse desse momento comigo" O colo da minha mãe nunca foi tão gostoso. Eu to em ondas. Tem hora que me sinto bem, e tem hora que me dá uma tristeza. Meu Deus, onde foi que eu errei? 



11 de junho de 2012

eu, eu mesma e meu coração partido.

É, tudo que eu ja vinha escrevendo e mais um pouco aconteceu.

E ele me ejetou do nosso relacionamento faltando dois dias pro dia dos namorados. O medo dele de encarar a realidade e a vida adulta é tão grande, que é mais fácil me ejetar do que levantar e pedir socorro para lidar com a situação. Ele acha que me ejetando estará (não) lidando com a situação em que ele se encontra. Bom, espero que faça bem a ele. E espero que ele seja feliz.

É lamentável ver tanto amor ir pro ralo. Mas nem tudo na vida da gente é como a gente quer, ou como a gente sonha... Vamos esperar o dia de amanhã.

Até breve, meus caros.

15 de maio de 2012

eu, eu mesma e meu ser

É, muito em breve, em junho, eu vou ganhar uma mudança pra casa nova de presente de aniversário!!!

Casa nova é uma ótima motivação para vida nova. Para novos ares, para novas decisões. Nova vida. Nova eu. Uma eu livre. Uma eu do meu jeito. Cheia de sonhos e objetivos!! :)

Meu próximo plano é juntar uma grana pra fazer uma viagem bem bacana no ano que vem. Pra um país que eu não conheço ainda. 

Meu namoro vai até bem, depois da crise. Mas tem dia que eu ainda entro em crise por causa do assunto futuro. Não é certo namorar uma pessoa se ela não tem visão de futuro com você. E não está havendo essa visão. Não está sendo natural. Um dia meu pai perguntou pra ele se ele vem pra cá se o concurso chamar ele pra vir, e ele titubeou na resposta. Num dia em que depois de tudo que conversamos, a resposta deveria ser firme. É bem nitido que ele não quer. Mas não consegue admitir nem pra si mesmo. Ele mudou a postura depois que viu que fiquei triste. Mas o certo seria ter mudado antes. O que me dá um grande desanimo e muito medo. 

Eu não consigo entender como alguém pode amar outra pessoa e não pensar e não sonhar em ficar com ela, em como fazer isso acontecer. 

Eu preciso pensar. E tomar uma decisão sobre isso. Quer ela seja boa, quer ela seja ruim. Nem tudo é do jeito que a gente espera, né? Temos de aprender a lidar com os encalços da vida. Se fosse como queremos, ele já teria falado que tem vontade de casar comigo ou de ficar junto comigo pra sempre, e que eu sou a mulher da vida dele, e ia contar como ele imagina que seria... como ele desejaria q fosse, mesmo que isso não venha a acontecer agora. E isso teria acontecido de forma natural. Como não está acontecendo nada disso e quando está acontecendo algo vê-se de forma nitida que não é natural, cabe a mim pensar. 

vinte e seis anos. 

É duro.


13 de abril de 2012

então...

Então.. após uma semana nada fácil em São Paulo, um desânimo tomou conta de mim. É muito triste saber que eu estou me dedicando a um relacionamento no qual simplesmente não existe NENHUM plano. Nada. Nem um projetinho, nem um talvez. Nem um "eu penso que vai ser assim".. "Eu desejo que seja assim". É triste.

E eu estou pensando seriamente... no que eu devo fazer... Por que é muito dificil. Você ama a pessoa, quer ficar com ela, quer fazer planos com ela. E ela não. Tá bom viver essa vida assim.. E um dia quem sabe, daqui 20 milhões de anos se pense em fazer algo...

Eu não dou conta de viver assim.

Meu coração tá despedaçado em váááários pedacinhos bem mini.. e depois amassetados e pisoteados. e enjaulado e encurralado. 

E é esse o presente que eu ganhei de um ano de namoro... :/ foda. Um puta balde de água congelada.

Eu já sofri demais por ter me envolvido além do que devia em um relacionamento que não deu certo. Mas pelomenos o relacionamento durou o tanto que durou pq existiam planos. Pq existiam sonhos ali.

Agora sem sonhos, sem planos, sem desejos, em que se consiste um relacionamento? Em qual base ele se mantém? Qual é o porto seguro dele? O amor de hoje? E amar não é sonhar? Não é querer viver junto pra sempre?

É uma triste, lamentável constatação.

E eu to aqui com meu coração batendo forte. Torcendo para que as coisas mudem de rumo, DE VERDADE.

:~