25 de julho de 2012

eu e a dúvida

Eu fui pra São Paulo buscar minhas coisas. E vi um Fernando que nem parecia que tinha terminado comigo... me tratou como se não o tivesse feito, apesar dos abraços calorosos e das brincadeiras de sempre. Mas mesmo assim eu n consegui amolecer, até tentei. Meu coração endureceu. Eu me senti incomodada com as brincadeiras dele, por que são brincadeiras com voz de criança, com um ar infantilizado. E toda essa coisa de querer ser criança foi o motivo desse caos.

Pq tem a seguinte pergunta que não quer calar: De que adianta vc manter um relacionamento que vc sente que vc não é essencial na vida da pessoa que está com vc?

Eu fico triste de ver que a inocência, a magia e toda a esperança que mantinha o nosso relacionamento se foi. Parece que ao terminar, tudo se espalhou, esparramou. Em vários pedacinhos pititinhos. Eu não consigo juntar os cacos. 

É como se eu quisesse ser surpreendida por uma nova versão dele. Uma versão provedora. Ou uma versão que aceita as limitações e aceita as ajudas oferecidas. Mas eu queria atitude. 

Ao chegar la vi que algumas poucas coisas mudaram, um gaveteiro finalmente foi comprado, o quadro finalmente foi pendurado. 

Mas algumas coisas parece até q pioraram, as roupas continuaram amontoadas no quarto, ao ponto de ele passar metade da semana sem cueca. E broxantemente me aparecer com uma cueca furadona. É de cair o cu da bunda e tira o tesão de qqr um. E ai vc começa a perder as esperanças denovo. 

É tenso vc pensar em alguém vivendo assim!

E as vezes é meio desesperador vc pensar que essa pessoa não vai te ajudar muito em uma vida a dois, na verdade vai dar muito trabalho. Pq vc vai ter q fazer tudo sozinha?!

Eu tenho a sensação de que eu to vendo um filme repetido numa versão piorada, e isso me desanima, pq eu sei que eu não dou conta de fazer isso. 

Eu não sei o que fazer.


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